terça-feira, dezembro 19, 2006

Notícias que nunca veremos 1

Falsificador preso em flagrante. Maria diz que o filho é inocente.

Quarta feira, ano 32 dc. Um falsário é preso em flagrante após adcionar groselha em talhas com água e dizer que era vinho, se aproveitando da embriaguês da família. Os vinicultores entraram com um pedido de busca e apreensão, alegando que o meliante, conhecido como Jesus "o Messias" Cristo, já andou falsificando outras coisas, como curas de doenças à base de placebos e uma forjada multiplicação de peixes, resultado de um assalto pirata a um barco pesqueiro promovido pelo temido grupo aliado "Os discípulos".

Revoltados, os parentes das vítimas pedem a crucificação.

Jesus aguardará o julgamento em liberdade. Pôncio Pilatos afirma que não haverá escapatória.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Os Sete Pecados Capitais

Certa vez, na Inglaterra medieval, um camponês recebe um homem do clero que foi fazer o recolhimento de certos tributos. O camponês, no entanto, tentou questionar algumas coisas ao homem:

- Eu não entendo. Porque levas minha comida?

- Caro camponês, a gula é pecado. Estou tomando conta de que entres no reino de Deus. Além do que, essa comida não é sua. Você foi um simples instrumento de Deus para que isso pudesse ser partilhado entre seus filhos. Essa soberba pode te enviar a uma visita ao Anjo Caído.

O humilde camponês agradeceu e concordou. Afinal, não queria passar a eternidade em chamas. Porém, continuou seu interrogatório:

- Mas então, para poupar o trabalho de acumular e o senhor vir até aqui e se preocupar comigo, eu vou trabalhar menos e juntar somente o que preciso.-

Não faças isso! – retrucou o homem. Deus te condenaria pela preguiça. E não é nosso dever questioná-lo.

- É que minha mulher também reclamou, pois estou muito cansado e, sabe, não sou mais o mesmo homem dentro das quatro paredes e...

- Bem, irmão, você deve escolher entre o trabalho dignificante e o céu ou os desejos carnais e o inferno, mais conhecido como luxúria.

- Você tem um ponto... Mas eu fico imaginando aqui, homem de Deus. Eu gostaria de poder comer e me vestir bem, como vocês lá na corte.

O homem ficou horrorizado com o camponês e de sopetão disse:

- Isso é um absurdo! Cuidado com o que diz! Isso é a inveja, que pode ainda levar à avareza e a atos impensados. São dois pecados, praticamente, em um só.

O humilde camponês baixou a cabeça em penitência e rezou alguns padres nossos antes de prosseguir com suas questões. Após refletir um pouco, tentou uma última forma de reaver seus bens sem deixar Deus “bravo”:

- Sabe, eu não concordo com isso tudo. Vocês levam todas as nossas coisas. Entendo que é para o meu bem, mas passamos fome, frio e temos doenças enquanto vocês da nobreza e do clero vivem bem às nossas custas.

O cobrador ouviu isso enquanto se retirava da casa, deixando por fim suas últimas palavras:

- Não atente contra as ordens divinas, às quais eu só as cumpro em sinal de obediência ao Pai. A ira é um pecado gravíssimo...

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Por isso devemos acreditar na igreja e entender que ela só quer o nosso bem, e que Jesus nos ama.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Bons tempos...

Primeiro vem um tal de Moisés e diz que o Próprio escreveu em sua tábua, ha-ham. Depois vem um tal de Gabriel e anuncia no ouvido de um tal de Noé que vai chover quarenta dias e quarenta noites, e que o mano teria que construir uma arca para abrigar um casal de cada espécie para que as variedades não se perdessem, claro! E depois da Rave de 40 dias e 40 noites teve ainda a balada do JC, trintão pra entra, daí neguinho pergunta: "Os trinta consome?" Jay C. responde, pira na voz dele: "Caaaallllma meu filho!" Então ele pega água, pão, transforma a água em vinho, multiplica o pão, que a essa altura já eram pães e cai todo mundo na farra. Tinha até nome essa baladinha: A última ceia.
Acabou? Acabou nada. Tem a fita do Maomé ainda. De novo, ele, Gabriel vem e diz pra Maomé assim como quem num quer nada, que ele, Maomé, teria que começar uma peregrinação, a Hégira. E foi nessa 'trip' que dizem ter sido a mais insana de toda Arabia que surgiu o ditado: "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé". Pra quem num sabe o Himalaia ficava na América do Norte antes de Maomé. Bem que ela tentou chegar até Maomé. Se contentou com a calma budista e ficou lá pela Ásia mesmo.
Bons tempos em que tudo virava balada.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Sonhar

O que é pior, viver de um sonho ou dormir e sonhar? Mas não dá na mesma?
Como fazer então para diferenciá-los; o mundo desperto do dos Sonhos? Aliás, porque eu não posso ser o sonho de alguém? Curioso isso.
Ambos sonhar e viver de um sonho, nos prendem a uma vida morta e vazia. Viver à espera de algo que não se busca, que não se luta para atingir, é caminhar para a própria morte. Uma morte vã e indigna.
Planejamento através de metas e objetivos e uma elevação mental é o que é necessário para o desprendimento do sonho. Transformar sua realidade por você mesmo. Deixar de sonhar acordado e fazer acontecer.
Esperar um sonho virar realidade é viver na morte. Fazê-lo acontecer é o viver intenso, completo.
Escapar da realidade através de subterfúgios é buscar um retorno ao sonho que te consome e que te destrói. Medo é não encarar os fatos da vida e isso te leva à escuridão, à vontade de sonhar ou de não existir. Esse é sempre o caminho mais fácil. E é sempre pior. Planejar, fazer, acontecer, ser, estar. Tudo é possível.

O Politizado

O Politizado

Ele fala demais, ouve todo mundo, gesticula e usa de todas as artimanhas para convencer os demais. Ele sabe de todos acontecimentos políticos, sabe o custo de tudo, e sabe como ninguém manipular o preço das coisas. E não contente em manipular o preço das coisas, manipula as coisas e as pessoas. O politizado é tão imbecil que acha que poltica é o fim e não o meio. Não sabe que é da sua imbecilidade que nascem os favorecimentos, o tráfico de influência e a corrupção. Porém, o pior dos politizados, não é aquele vigarista e lacaio do capital, é aquele politizado pequeno e sem nenhuma importância, que acredita conhecer tudo e saber o caminho da verdade. Que acredita saber o que é bom para todos, sem nem mesmo praticar o que prega.
Para finalizar uma citação, ou melhor, A citação:
"Conhece-te a ti mesmo" (Sócrates)

O Analfabeto político

O Analfabeto Político

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." (Bertold Brecht)

terça-feira, novembro 21, 2006

De Machado de Assis, James Joyce e o modernismo no Brasil.

Acabei de terminar um trabalho sobre o conto “A Causa Secreta”, de Machado de Assis. Acho que vou tirar oito, um sete talvez. Não porque meu trabalho esteja ruim, mas porque as frentes de ensino de literatura brasileira nos dias de hoje têm enxergado a literatura por dois lados. Meu provável sete e meio vem da minha tese de que esse professor é um charlatão que não pende a lado algum. Se fosse um radical, minha nota variaria de dois a dez. Logo, fazendo um trabalho decente, analisa-se a faceta de quem o corrige.

Sempre me considerei de direita. Meu pai malufista. No entanto, minhas melhores notas foram atribuídas por esquerdistas. Não sei se eles sentem raiva de mim e querem me passar logo duma vez, ou se realmente simpatizam com minhas idéias. Se a segunda for de acordo, creio que sou um direitista que sabe falar muito bem como um esquerdista. Ou talvez eu seja mesmo um Lulista enrustido.

Quais seriam então essas frentes críticas?

A direita satisfeita, que enxerga a arte como bela e sublime, e que isto basta. Amantes do modernismo, em geral, são assim. Mesmo porque, os grandes modernistas eram nada mais que burgueses que criticavam a burguesia, mas que não deixavam de ser como tais. Estudavam na França, não trabalhavam. Isso faz parte da teoria da bolha, que um amigo meu desenvolveu e que diz algo sobre as pessoas viverem em estado de reclusão, se rotulando e se isolando de coisas que as possam atingir ou afetar seus bem-estares.

Adoro James Joyce. É um brilhante escritor da língua inglesa, talvez o maior do modernismo. Era irlandês e criticava todo o povo de Dublin, que preferia conhecer a Inglaterra e a França a conhecer seu próprio país. Comunicava-se com seus parentes de diversos lugares da Europa em busca de descrições da capital irlandesa para que fossem inclusas em “Dublinenses”. Logo, não morava lá. Suas críticas eram excelentes, mas seus atos comprometedores. Comprava presentes caríssimos a Nora, seu amor e fruto de suas maiores decepções. E eu tirei nove.

A esquerda questionadora também tem lá seu lado hipócrita, mas ao menos vejo seus críticos um pouco mais empenhados em sufocar seus leitores com a verdade devastadora que serve de esqueleto às novelas e contos do realismo/naturalismo, aonde entra Machado. O olhar transcende a obra de arte e se aprofunda no tema social e psicológico. Fazer isso é como levar um tapa na cara. Admitir que existe algo errado, é como tentar sair da bolha. Fazer algo em favor de mudanças é arrebentar essas paredes de hipocrisia.

Machado, claro, foi um dos maiores gênios da literatura mundial. Porém escrevia para as elites, e por elas era adorado. Talvez as elites não entendessem o que era escrito, ou simplesmente liam Brás Cubas da mesma forma com que vemos Casseta & Planeta: rindo das nossas próprias bobagens. Semestre passado, minhas aulas foram com um machadiano de carteirinha, talvez o maior crítico de Machado no mundo. Fiz o curso que precedia o realismo, o romantismo, com esse sujeitinho. Tirei oito e meio. Duas páginas, sujas, espaçamento duplo. Um grande esquerdista da USP esse sujeitinho.

Meu professor desse semestre, como disse, é um charlatão. Descobri tarde demais. Deve ter votado branco. Ano que vem, vou perguntar aos meus possíveis professores em quem eles votaram para presidente, e assim tentar garantir uma nota melhor, e quem sabe até uma filosofia de país um pouco mais firmada.

Rodrigo Popotic

sábado, novembro 18, 2006

Estréia!

Não poderia ter sido melhor a estréia do nosso blog. Texto do papai, muito bom!

Logo logo tem mais!

Rodrigo
No orkut, todo mundo é perfeito. Todos bebem socialmente. Todos são modelo de beleza e boa conduta. Ninguém trai ninguém. Todos são bonzinhos e, no fim, sempre se fodem. Suzane Von Richtofen tinha um orkut exemplar!!!

No orkut, todos querem um amor pra vida inteira, mas ninguém abre mão da vida "putanhada". Todas as mulheres querem um homem com pegada, mas quando o encontram, esse "jeito" é "pegado" demais. Os homens querem mulheres de atitude, mas não querem aceitar o fato delas trabalharem, serem independetes e sairem com as amigas.

No orkut, todos são amigos! Inclusive aquela pessoa chata, do sexo oposto, em quem você batia quando estava na quarta série (afinal, hoje ela pode ser uma pessoa bonita, bem sucedida e com um ótimo futuro pela frente!).

No orkut, todos são bons. Ninguém tem malícia. Todas as mensagens são inocentes e sem nenhuma intenção maldosa. É você que está sendo psicótico(a) demais quando no orkut do seu(sua) namorado(a) tem uma mensagem com os dizeres: "E ai fulano(a), tudo bom?? Adorei nossa noite de ontem, espero que aconteça mais vezes!! Te adoro!! Beijos".

No orkut, todo mundo tem muitos amigos e eles lembram do seu aniversário. Todos são famosos, mas ninguém gosta disso. É muito comprometedor!! Alguma revista de fofoca pode revelar, ao país inteiro, os recados que alguém anda te deixando, afinal, todos são famosos demais e muita gente tem interesse na sua vida, mas é um problema que devemos enfrentar, deletando as mensagens comprometedoras!!

No orkut, todo mundo é perfeito...


... é, acho q o orkut trouxe a honestidade e a alegria, novamente, para as nossas pacatas e sem-graças vidas!!!


Renan Campi