Certa vez, na Inglaterra medieval, um camponês recebe um homem do clero que foi fazer o recolhimento de certos tributos. O camponês, no entanto, tentou questionar algumas coisas ao homem:
- Eu não entendo. Porque levas minha comida?
- Caro camponês, a gula é pecado. Estou tomando conta de que entres no reino de Deus. Além do que, essa comida não é sua. Você foi um simples instrumento de Deus para que isso pudesse ser partilhado entre seus filhos. Essa soberba pode te enviar a uma visita ao Anjo Caído.
O humilde camponês agradeceu e concordou. Afinal, não queria passar a eternidade em chamas. Porém, continuou seu interrogatório:
- Mas então, para poupar o trabalho de acumular e o senhor vir até aqui e se preocupar comigo, eu vou trabalhar menos e juntar somente o que preciso.-
Não faças isso! – retrucou o homem. Deus te condenaria pela preguiça. E não é nosso dever questioná-lo.
- É que minha mulher também reclamou, pois estou muito cansado e, sabe, não sou mais o mesmo homem dentro das quatro paredes e...
- Bem, irmão, você deve escolher entre o trabalho dignificante e o céu ou os desejos carnais e o inferno, mais conhecido como luxúria.
- Você tem um ponto... Mas eu fico imaginando aqui, homem de Deus. Eu gostaria de poder comer e me vestir bem, como vocês lá na corte.
O homem ficou horrorizado com o camponês e de sopetão disse:
- Isso é um absurdo! Cuidado com o que diz! Isso é a inveja, que pode ainda levar à avareza e a atos impensados. São dois pecados, praticamente, em um só.
O humilde camponês baixou a cabeça em penitência e rezou alguns padres nossos antes de prosseguir com suas questões. Após refletir um pouco, tentou uma última forma de reaver seus bens sem deixar Deus “bravo”:
- Sabe, eu não concordo com isso tudo. Vocês levam todas as nossas coisas. Entendo que é para o meu bem, mas passamos fome, frio e temos doenças enquanto vocês da nobreza e do clero vivem bem às nossas custas.
O cobrador ouviu isso enquanto se retirava da casa, deixando por fim suas últimas palavras:
- Não atente contra as ordens divinas, às quais eu só as cumpro em sinal de obediência ao Pai. A ira é um pecado gravíssimo...
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Por isso devemos acreditar na igreja e entender que ela só quer o nosso bem, e que Jesus nos ama.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
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