<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573</id><updated>2012-02-17T02:02:35.167-02:00</updated><category term='&quot;pessoas que trabalham deitadas&quot;'/><category term='memória'/><category term='Clodovil'/><title type='text'>Aeróbica com o Cerebelo</title><subtitle type='html'>Estudantes inescrupulosos expõem suas idéias bizarras de forma muitas vezes irônica e outras um tanto quanto inteligíveis. Às vezes comem pizza juntos e sempre que saem pra beber terminam num Black Dog qualquer.



Renan (O Historiador) - Gabriel (O Economista) - Rodrigo (O Literato) - Natalia (A Advogada) - Sérgio (O Diplomata)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-1155923798868458168</id><published>2008-05-27T10:55:00.000-03:00</published><updated>2008-05-27T10:56:24.913-03:00</updated><title type='text'>Doce de gente grande.</title><content type='html'>A menina olha sobre a mesa, mas ninguém a deixa tocar;&lt;br /&gt;Ela é nova, não pode, vai dar dor de barriga, barriga vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra menina, mais velha que a irmã, sobe a rua correndo atrás de sorvete;&lt;br /&gt;A mãe é católica, mas não importa, aprendeu a abrir a boca sem mostrar os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe só come o brigadeiro, e lambe e raspa a panela;&lt;br /&gt;Não gosta que as crianças cheguem perto, nada disso! É só dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai também gosta de brigadeiro, mas prefere o beijinho, &lt;br /&gt;Em festa na casa da prima, na empresa e o da mulher do vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avô já não pode mais com o cheiro, com o toque e com o sabor;&lt;br /&gt;Encosta sua bengala sob o queixo, suspira e se lembra do fino ardor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avó é fraca, sentada na cadeira de balanço, tristonha, lamenta;&lt;br /&gt;Gostava de bolo de fubá, um copo de água e um toque de menta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre diz que não gosta e que não pode, a igreja mandou ser diabético;&lt;br /&gt;Mas volta e meia o coroinha lhe faz um belo doce de batata dietético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinha é a que mais aprecia e em uma variedade mais gostosa e maior;&lt;br /&gt;O sonho do padeiro, o quindim do doceiro e o pote de guloseimas do Major.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-1155923798868458168?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/1155923798868458168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=1155923798868458168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/1155923798868458168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/1155923798868458168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2008/05/doce-de-gente-grande.html' title='Doce de gente grande.'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-7872914667548534</id><published>2007-09-29T19:03:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T10:24:36.298-03:00</updated><title type='text'>Chapeuzinho Vermelho na versão do guarda</title><content type='html'>Então mano, a fita foi loca, vê só: sabadão, tava aquela mina da toca vermelha indo levar uns doce pra vovó dela, tá ligado? Eu acho mó fita levar doce pra vovó. E tadinha, a véia tá doente.&lt;br /&gt;A mina de toca tava indo pela estrada Afora (a mãe dela mandou ela ir pela estrada Adentro, mas sabe como é mina né, teimosa) quando o "jacarézão" do Lobo Mau que tava à toa na vida, só vendo a banda passar, também viu a mina de toca passando e já deu um sorriso maroto de Lobo Mau e já foi atrás dela, muito na moita. Véio, esse Lobo Mau é mal véio. Pu cê vê como esse Lobo Mau é mal véi, sente só a maldade, os minino da quebrada tavam jogando um 'fut' otro dia e o Lobo Mau, só por maldade, foi lá e furou a bola 'dus mininu' véi. Mó do nada, Joselitão memo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu já ganhei a lança né. A mina da toca vermelha com doce na cesta, Lobo Mau seguindo ela na moita, vovó doente dando mó sopa, pensei, esse Lobo Mau tá de sacanagem e vai aprontar. Fiquei só de 'botuca' fitando a lança. Sou guarda né.&lt;br /&gt;A mina ia só de boa, linda e bela, e o Lobo Mau só seguindo ela na espreita de Lobo Mau. Espreita de Lobo Mau é do mal mano. O bicho vai só te seguindo com aquela cara de mal e com cara de quem quer fazer o mal de qualquer jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho da casa da vovó a mina de toca começou a mandar um 'rapzinho' até que responsa: "Pela estrada Afora eu vou bem sozinha levar estes doces para a vovozinha, ela mora longe o caminho é deserto e o Lobo Mau passeia aqui por perto". &lt;br /&gt;Mas deu uma de garça né. Chamo mó atenção e deu mó brecha pro Lobo Mau chega junto. E o Lobo Mau que num é vacilão nem nada já chegou chegando, dando um disfarção meio migué de Lobo Mau e perguntou pra onde a mina de toca tava indo. A mina de toca toda inocente e simpática, nem se ligou da maldade do Lobo Mau, respondeu que tava indo levar uns doces pra vovó dela doente. O Lobo Mau só pôs a mão no queixo e fez "Huuuuummmm". "Huuuuummmm" de Lobo Mau é foda véio. Cê pode ter certeza que o bicho tá maquinando maldade. &lt;br /&gt;Nessas que o Lobo Mau, rato pra caralho, deu um perdido 'nim' nóis e foi pra casa da vovó antes da mina de toca (e antes de mim, o guarda). Véio, o Lobo Mau chegou lá causando horrores. Disse que queria comer a véia, que a véia era mó delícia e a véia de cama sem entender nada. Cabou que o Lobo Mau comeu a véia. E ficou na moita só esperando a mina de toca chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mina de toca chegou na casa da vovó e se ligou que tinha acontecido alguma fita. Vovó já num era mais a mesma. A voz tava grossa, os zóio gigantesco, boca grande, peludaça...sinistra a parada.&lt;br /&gt;E a mina de toca achando que a véia tava estranha por causa do barato dos remédio, nem se ligou que o bagulho tava feio pro lado dela. Quando a mina de toca foi pegar a cesta de doce pra dar pra vovó-Lobo Mau, ela deu as costas pro Lobo Mau. Vacilo forte. Dá as costa pro Lobo Mau é a mesma coisa que criança na mão de padre véi, o bagulho fica tenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lobo Mau vendo a mina de toca de costa, já deu um "jump" em cima dela, agarrou ela por trás com unha de Lobo Mau e já se 'pôis' em posição de Lobo Mau pra comer a mina de toca. Foi bem nessa hora que eu cheguei. Vendo aquela cena já saquei a quadrada e dei dois pipoco no Lobo Mau. Tá ligado como é 'fragrante' né, pode atira que tem atenuante. &lt;br /&gt;E a véia deu sorte mano, mesmo o Lobo Mau tendo comido ela, ela ficou vivinha da silva, dizem até que ela gostou de ser comida pelo Lobo Mau. A mina de toca pegou um trauma de Lobo Mau, mas vai passar, afinal num tem mais Lobo Mau. E eu tô aqui de boa, trampando bem menos agora que o Lobo Mau morreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O guarda é da Z/L, corintianista apostólico-romano, gosta um 'poquinho' de rap e acha que Karl Marx foi o pior goleiro que a Ponte Preta já teve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-7872914667548534?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/7872914667548534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=7872914667548534' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7872914667548534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7872914667548534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/09/chapeuzinho-vermelho-na-verso-do-guarda.html' title='Chapeuzinho Vermelho na versão do guarda'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-357789664104840065</id><published>2007-06-14T09:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T09:50:19.492-03:00</updated><title type='text'>O país do 'Relaxa e Goza' - Versão: língua presa</title><content type='html'>A ministra do Turismo, Marta Suplicy, sugeriu aos passageiros enfrentar as dificuldades nos aeroportos do país com um velho ditado: "relaxa e goza". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário foi feito nesta quarta-feira (13) após o lançamento do Plano Nacional do Turismo, que prevê investimentos de cerca de R$ 984 milhões na promoção interna e externa do Brasil até 2010. &lt;br /&gt;Ao ser perguntada sobre o que dizer aos turistas diante dos recentes problemas nos aeroportos, a ministra, que é sexóloga, afirmou: “Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QPk5pfZn_34"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QPk5pfZn_34" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, Mrs Argentinian Guy. O problema é relaxar e gozar com o PT à frente desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=========================================================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De bate pronto: treze presos da operação cheque mate já foram liberados, incluindo o cumpadre do Língua Presa Maior, Luis Ináthio Lula da Thilva, Dario Morreli. Eita justiça cega que nós temos. É cega sim! Mas sabe sentir o cheiro de um churrasquinho na Granja do Torto, ah isso sabe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-357789664104840065?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/357789664104840065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=357789664104840065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/357789664104840065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/357789664104840065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/06/o-pas-do-relaxa-e-goza-verso-lngua.html' title='O país do &apos;Relaxa e Goza&apos; - Versão: língua presa'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-5267111122496328662</id><published>2007-06-12T19:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T19:43:21.382-03:00</updated><title type='text'>Leo - The lion</title><content type='html'>Esse é um texto que fiz para a faculdade num curso de produção de &lt;em&gt;short stories&lt;/em&gt;. Vou postá-lo hoje, dia dos namorados, para aquelas pessoas que, como eu, estão tomando litros de sorvete. Vou deixá-lo em inglês mesmo. Quem não entender, pague a tradução!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I always liked lions and I’ve decided to adopt one of them. They were being mistreated and some protection laws have given me the chance to have one for me. I chose Leo, the thinnest and sickest lion I’ve ever seen. I felt so good doing that charity that I think he felt the same. I took care of him and soon he was very healthy again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The first years with Leo were very difficult because he insisted in trying to eat me. But I loved him so much. I taught him where to pee and that it was very shameful trying to eat his friends. He had already reached his adult life.&lt;br /&gt;Everything was so perfect until people started complaining to me. They didn’t like the idea of me walking with Leo in the park or throwing steaks instead of saucers. But Leo was so calm and obedient. He just ate a little child once. But that’s ok, because that child was very disturbing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The government started sending me some letters asking me to send Leo back to Africa, where he belonged first. I couldn’t believe that. Who would watch TV with me? Play cards? Make massage? Go to the movies? Roll on the grass? Make snowmen?&lt;br /&gt; I thought of running. Ride on Leo and let the wind gracefully blow our hair while galloping on the fields. But the fact is Leo preferred to run away alone. I woke up in a morning of July and he had already left me. He even didn’t leave a letter. I never heard of him again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nowadays I’m better. I’ve forgotten Leo and last week I adopted an ocelot. He’s very funny and he plays cards better than Leo. Of course, you can’t just replace someone you love, but you can find someone to make you happy and who puts you in danger all the time. In fact, they are safer than women. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-5267111122496328662?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/5267111122496328662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=5267111122496328662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/5267111122496328662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/5267111122496328662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/06/leo-lion.html' title='Leo - The lion'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-261603769954112153</id><published>2007-05-22T12:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T12:50:27.036-03:00</updated><title type='text'>Ninguém merece...</title><content type='html'>"Serra lançou hoje num hospital na Vila Alpina (zona leste da capital) um mutirão para exames de mamografia, que planeja atender 100 mil mulheres em 15 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na chegada, o governador ouviu queixas de atraso e falta de equipamentos. "Só um equipamento e só um técnico não é pouco, não?", perguntou Ubiraciara Argentin Korokolvas, 63. "Não", respondeu Serra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos aos cálculos:&lt;br /&gt;Um dia tem 24 horas. Uma hora tem 60 minutos. Portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15x24x60=21.600&lt;br /&gt;100.000:21.600=4,6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas me corrijam se estiver errado, mas teremos mais de 4 mamografias por minuto, isto é, uma a cada 15 segundos, com apenas um técnico trabalhando 24 horas por dia, durante 15 dias consecutivos, sem fazer pausa alguma para descanso ou alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo tamanha eficiencia!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-261603769954112153?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19539.shtml' title='Ninguém merece...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/261603769954112153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=261603769954112153' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/261603769954112153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/261603769954112153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/05/ningum-merece_2634.html' title='Ninguém merece...'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-4505998508337053106</id><published>2007-05-16T14:35:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T14:43:31.108-03:00</updated><title type='text'>Bala com bala</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_nf2KkbxsNGU/RktBj5uvHuI/AAAAAAAAAAM/6xUZILkEkYs/s1600-h/abre16052007.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_nf2KkbxsNGU/RktBj5uvHuI/AAAAAAAAAAM/6xUZILkEkYs/s320/abre16052007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065214290956328674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto campanhas pró-desarmamento tentam amenizar alguns dos milhares de problemas sociais que temos, nosso governador paulista mostra como tudo tem que ser feito.&lt;br /&gt;Na certa ele estava pensando na seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, você, brasileiro burro. Você é o próximo alvo!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ótimo exemplo temos para nossos filhos. Estamos em boas mãos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-4505998508337053106?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/4505998508337053106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=4505998508337053106' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/4505998508337053106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/4505998508337053106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/05/bala-com-bala.html' title='Bala com bala'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_nf2KkbxsNGU/RktBj5uvHuI/AAAAAAAAAAM/6xUZILkEkYs/s72-c/abre16052007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-7969382904175940791</id><published>2007-05-11T12:59:00.000-03:00</published><updated>2007-05-11T13:02:26.723-03:00</updated><title type='text'>Show de abertura da missa campal</title><content type='html'>Sexta feira, 11 de maio de 2007. O papa realizará uma missa no campo de marte. A abertura do show será com a banda Engenheiros do Havaii, com a música &lt;em&gt;O papa é pop&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-7969382904175940791?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/7969382904175940791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=7969382904175940791' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7969382904175940791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7969382904175940791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/05/show-de-abertura-da-missa-campal.html' title='Show de abertura da missa campal'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-6611184730933790313</id><published>2007-05-10T22:12:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T22:14:30.288-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clodovil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;pessoas que trabalham deitadas&quot;'/><title type='text'>Cló cló!!</title><content type='html'>Uhuuuu, é nóis!!! Olha o Blog bombando na balada!!! Duas publicações no mesmo dia... é praticamente o Skol Beats!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho q uma das funções desse blog, além de não ter função nenhuma, é a "função memória". Através das publicações, conseguimos lembrar de algumas coisas já esquecidas. &lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, a função memória vai nos lembrar como o povo brasileiro é burro!!!&lt;br /&gt;Claro, não podemos generalizar, alguns se salvam (talvez eu apenas, hehehe!!!).&lt;br /&gt;Mas, enquanto paulistas se degladiam entre PTs e PSDBs, um senhor, um tanto quanto peculiar, que adora gastar fortunas nas decorações de seus gabinetes, apronta mais uma de suas maravilhosas peripécias.&lt;br /&gt;Ainda não sabem de quem estou falando?? É, a memória ta fraca mesmo!! É hora de apelar para a Ginko-biloba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mode Ginko-biloba: [on] off&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candidato mais votado nas ultimas eleições para deputado federal, o Sr. Clodovil Hernandez, começa agora (agora??) a dar suas gafes também no plenário. Depois da sutíl reforma de 200 mil reais, agora o seu alvo são as pobres mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou com preguiça de escrever, gostaria que as duas moscas q lêem o blog, entrassem nos dois links abaixo para enteder melhor a situação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92176.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92176.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92182.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u92182.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, para o Sr. Clodovil, o grande eleitorado dele, que são as mulheres, são apenas "pessoas que trabalham deitadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei muito pra terminar esse post, acabei perdendo o fio da meada, e agora to com sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho q só preciso dizer q tudo isso q o Clodovil fez, entrará para a lista de pérolas. E essa acho que essa será a vencedora de todas, pois ninguém merece um alfaiate burro, ignorante e mal educado nos representando na câmara. Ou melhor, acho q talvez mereça sim, afinal, cada povo tem o representante q mereçe!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns povo de São Paulo. Meu ódio por vocês só aumenta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renan Campi (por que eu assino o q escrevo, rs)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-6611184730933790313?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/6611184730933790313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=6611184730933790313' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/6611184730933790313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/6611184730933790313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/05/cl-cl_10.html' title='Cló cló!!'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-2312847781681394862</id><published>2007-05-10T11:38:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T11:41:48.668-03:00</updated><title type='text'>Náufragos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quando a vida começa a tomar os rumos que nós desejamos, uma ventania sopra e as velas se entortam, se contorcem, nos molhamos e caímos, batendo a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordarmos em um lugar totalmente inóspito, a completa falta de sentido faz com que busquemos, a princípio, uma forma de sobreviver àquilo tudo novo que se torna pertinente ao nosso meio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, temos o impulso de tentar mudar o que somos, pois se faz necessário, em um mundo novo, sobreviver de uma maneira diferente ao mundo antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, quando aprendemos finalmente a viver naquele meio distinto, somos tomados pela besteira de construir outro barco e nele navegar, até que a próxima tempestade nos atinja, antes mesmo de sermos resgatados.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-2312847781681394862?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/2312847781681394862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=2312847781681394862' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/2312847781681394862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/2312847781681394862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/05/nufragos.html' title='Náufragos'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-4852412877106068211</id><published>2007-04-30T23:16:00.000-03:00</published><updated>2007-05-01T03:48:44.986-03:00</updated><title type='text'>Em Memória a um Grande Coração</title><content type='html'>Como sempre nos últimos tempos, tenho milhares de coisas a fazer. Contudo, achei que seria mais sincero e conveniente se parasse de adiar o que tenho querido expressar. Dessa vez, não é mais uma das teses para a transformação social ou uma mera análise de estruturas hodiernas. É algo muito mais profundo, no sentido de provir mesmo do âmago, do cerne da minha subjetividade mais enraizada. Espero que a expressão dessas sensações num espaço público não seja constrangedor para os leitores. Talvez cite alguns nomes; posso retirá-los caso isso se torne inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz um mês que se foi um amigo muito querido. Uma pessoa com a qual não tive qualquer contato nos últimos quatro anos, mas que nos dois em que convivemos deixou sua marca em minha vida. Inelutavelmente, fará parte da minha história para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa convivência remonta mesmo aos meus primeiros meses na GV, quando eu ainda contava inocentes quatorze anos. Aquela foi uma época pessoalmente muito difícil, mas representou um amadurecimento imenso, sem precedentes. Foram meus amigos que me ajudaram a transcendê-la positivamente, de tal forma que hoje me permito olhar para trás com grande saudosismo. Era o período dos "grandes descobrimentos"; um deles era o de que ter respeito para com os "famigerados veteranos" não significava submissão, como tentou me passar, à força, um certo Álvaro. A melhor marca de respeito para com seus semelhantes era tratá-los como tais, tendo-se como premissa a sinceridade e a fidelidade. Assim fiz grandes amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei em que medida alguns desses, mais relacionados com o tema desses escritos, compreendem a extensão da importância deles para a minha formação. Sabe, às vezes o tempo passa e é possível que nós nos esqueçamos da real medida das coisas, simplesmente porque elas se distanciam de nós e tomam uma forma, vamos dizer, reificada (ou idealizada, "positiva ou negativamente", talvez beirando até a indiferença). Comigo, no entanto, as coisas acabam funcionando de maneira um tanto diferente, principalmente pelo fato de a GV ter sido esse lócus central da minha "formação de vida", onde foram montadas as bases para o meu desenvolvimento intelectual na USP. Lembro-me razoavelmente bem de como conheci algumas das pessoas mais ligadas a esta reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da Mayra, que estudava comigo, conheci o Leo, grande figura. Ainda antes do final do primeiro semestre, fui convidado para ser goleiro num jogo para veteranos. A invitação foi feita pelo Tatá, e foi aí onde conheci várias pessoas legais. Uma delas, o Herman, jogava no meu time. Ficava atrás, de fixo, e era muito cobrado pelos companheiros. Ficava bravo com os seus erros e com os dos colegas, mas continuava a tentar. Confesso que eu o achei, naquele primeiro contato, um tanto folgado, mas isso provavelmente se dava pela personalidade mais expansiva dentro da quadra e pelas cobranças a este jovem goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, no entanto, essa percepção se desmanchou, e nós nos aproximamos. Aquele grupo, que contava ainda com o Eric, o Patolino, o Zé, o Masayuki e outros, era especial para mim. Foi o primeiro, afora os amigos da minha própria sala, com o qual me senti identificado. Tanto que foi praticamente o único, afora meus amigos do 1ºH, que veio à minha casa no meu aniversário de 15 anos. Aliás, me recordo bem de quando naquele dia 06 de Setembro, último dia antes do meu aniversário, o Léo me ajudou a despistar todos os entusiastas (essencialmente aquele próprio grupo) da tradicional celebração do aniversário com lançamento de ovos (vários podres) e farinha. No primeiro dia após o feriado, todavia, não teve jeito: fui carregado à força para fora do colégio e então alvejado por cerca de cem ovos; obviamente fiquei sem condições de voltar para casa ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, posso dizer que, com o Léo, com o Tatá e com o Herman desenvolvi uma afinidade muito especial. Era legal quando tentava ensiná-los a jogar tennis naquelas quadras próximas à São Camilo; talvez só o Herman tivesse alguma afinidade (o Léo era muito mais hábil com as raquetes menores, o Tatá um entusiasta das bolas maiores - talvez vcs não gostem destes trocadilhos ...). Quando entrei no curso técnico, a amizade se tornou mais próxima, ainda que a entrada à esta nova dinâmica tivesse permitido uma interação muito maior entre os "ex-bixos", formando redes de relacionamento extremamente complexas. A minha habitual distância das salas de aula e os nossos almoços nos saudosos "Lanxereta" e "República" permitiam que continuássemos a interagir com frequência, com longas e divertidas conversas sobre os assuntos mais nonsense possíveis. Claro, como bons veteranos, também me auxiliavam a estudar para as provas de telecomunicações. Puxa, me lembro tão bem de passar manhãs (seja antes das aulas começarem, seja nos intervalos) e tardes compartilhando com o Herman a nossa timidez e as maneiras para contorná-la, além dos tantos causos engraçados com professores e as crises existenciais de cada um ...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O final do ano chegou e, como parte do inelutável processo de formação letiva, vários dos meus amigos se formaram (talvez a maioria deles, eu diria). Dentre eles, Léo, Tatá, Herman. Lembro que o Léo, logo em seguida, entraria em Fisioterapia na São Camilo; o Tatá, na FEI; o Herman iria fazer estágio, dizendo que mais tarde faria cursinho e entraria numa universidade pública. Com o Tatá (e, em menor grau, com o Léo), mantive contato por algum tempo. Lamentavelmente, pouco conversei com o Herman desde então. A minha decisão de me dedicar inteiramente ao cursinho em 2003 em nome de um grande sonho pôs em risco a continuidade da maioria dos relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, fiquei muito feliz de ter encontrado o Tatá no mundo virtual e, mais tarde, o Léo. Foram algumas das primeiras pessoas que procurei ao ingressar no esdrúxulo orkut. Cheguei a pensar, à época, se essas pessoas me reconheceriam. Afinal, para tantos, o processo de afastamento vivido na transição entre o colégio e a universidade, a adolescência e a vida adulta, parecem ser naturais, e que indicariam mesmo o caráter essencialmente efêmero das relações humanas vividas naquele primeiro momento. Infelizmente, não achei o André; só o fiz muito mais tarde e, identificando  a sua pouca assiduidade no orkut, não o adicionei. Porém, fiquei feliz, pois aparentemente ele havia concretizado o seu objetivo de ingressar à universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ainda mais contente quando reencontrei o Léo e o Tatá nesta última edição de 2006 do churrasco do querido Magali. Era uma alegria enorme, quase ufanista, de reavivamento de memórias de 5 anos atrás, aparentemente quase esquecidas. Mais uma vez, paro para refletir sobre essas sensações. Será que elas foram tão esfuziantes só em mim? Puxa, sinto uma felicidade tão radiante quando reencontro meus amigos, que definitivamente não consigo expressá-la literariamente. Senti falta do André naquela oportunidade; meus amigos, no entanto, disseram que ele estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de toda a distância temporal e física, apesar da fugacidade da memória humana em tempos de completa reificação das relações intersubjetivas, senti um dos golpes mais duros da minha vida ao ler um despretensioso e-mail neste 31 de março último. Nada, nada fez sentido para mim naquele momento e, confesso, ainda é um tanto complicado racionalizar todo esse processo. Na memória, fresca estão as conversas, as brincadeiras, os sorrisos, o tom de voz, a irreverência. Aqui não me importa mais se ele sequer se lembrava de mim, mas meu sentimento permaneceu o mais fraterno possível em todos esses anos. Mas senti, e muito, o peso de não ter estado ao seu lado nestes últimos meses. Eu entendo e respeito completamente a sua postura de não querer que comentassem sobre a sua doença, mas realmente sofri muito, muito mesmo, com esta notícia. Senti um vazio imenso, até mesmo por não ter estado presente em seu velório. Senti uma dor aguda por ser incapaz de fortalecer sequer a mim mesmo, quanto mais a seus amigos mais próximos e familiares, que sequer conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge da minha inocência, fiquei com a sensação de que tudo havia acabado, de que não haveria chance de voltar atrás, de que tudo passava a ser, então, memórias, enfim, um sentimento de perda irreversível, que se encerrava em mais sofrimento. Acho que o que mais queria era reencontrar esses amigos mais próximos, compartilhar essas percepções e transcendê-las, de forma a fazer com que nos reaproximássemos de novo. Fui à missa de sétimo dia, numa igreja da Mooca, mas infelizmente não achei ninguém. Eu reconheci a família do André, e acabou me confortando bastante, naquele momento, irradiação subjetiva de tranquilidade, calma, serenidade, como se percebessem que ele estaria bem onde estivesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha namorada, com toda sua sabedoria, considera que minha condição de ateu talvez me impeça um pouco de ver a transcendência da vida, ou seja, da inexistência (ou da não drasticidade) da cisão entre a vida e a morte, do "fim de tudo" na morte. Talvez esta seja uma visão, de fato, mais reconfortante; de fato, contudo, a dor persiste. Queria transformá-la naquele sentimento mais positivo de "fraternidade extratemporal", de quando nos lembramos de uma experiência onde o tempo não é condição essencial para que a valorizemos, mas ainda está difícil. A verdade é que minha nula vivência com este tipo de adversidade impediu que eu amadurecesse nesse sentido. Mas talvez nunca estejamos "preparados" de fato; se o estivermos, também corremos o risco de transformar nossa reação em inação, em apatia. Anestesiar a dor por meio da indiferença é o caminho menos humanizador para o acúmulo da experiência. A percepção mais clara que pude ter é a de que tenho todo o poder mental, intelectual e ativo de mudar o curso da história do mundo, de trilhar caminhos para nossa emancipação; mas é impossível alterar a inexorabilidade do caráter imponderável da vivência humana. Isso não podemos controlar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a melhor saída seja, realmente, tentar trazer de volta as amizades de outrora, não deixar que o legado dessas experiências, dessas vidas em conjunto, se esvaziem. O tipo de sociabilidade existente no mundo hoje, no entanto, é um grande obstáculo para isso. Mas ao mesmo tempo, quem sabe, a partir do momento em que, de fato, começarmos a intensificar mais a vivência com nossos entes queridos, poderemos criar vias alternativas de socialização que, em última instância, invertam as dinâmicas opressivas de nosso mundo e pautem as relações humanas por meio de um digno e constante recohecimento entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi tudo isso para reverenciar e homenagear a memória de meu amigo, ao mesmo tempo em que tentei expressar as minhas inquietações mais profundas. André, por mais que vigore, persista e se intensifique o distanciamento espaço-temporal de nossa feliz convivência, sua marca essencialmente positiva em minha vida é inelutável.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo e até breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Roberto Guedes Reis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-4852412877106068211?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/4852412877106068211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=4852412877106068211' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/4852412877106068211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/4852412877106068211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/04/uma-merecida-homenagem.html' title='Em Memória a um Grande Coração'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-2106571902234123899</id><published>2007-04-22T19:10:00.001-03:00</published><updated>2007-04-22T19:31:25.948-03:00</updated><title type='text'>É cada bueiro aberto...</title><content type='html'>Antes de mais nada, queria comentar sobre uma propaganda que esta no ar nos canais de televisão. Quem ainda não viu à propaganda do Green Peace sobre o aquecimento global, esta perdendo a campanha de concientização mais bem elaborada e criativa que eu ja tive oportunidade de assistir. Para quem quiser ver, no meu orkut tem o link do youtube para esse video. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, cansado de ouvir tanta idiotice da nossa tão querida e útil midia, começarei a postar aqui algumas frases célebres q vou caçar durante a semana nos jornais, telejornais, midia virtual etc.&lt;br /&gt;Essas pérolas foram colhidas essa semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Culpa é do aquecimento global!!!&lt;br /&gt;(Sandra Annenberg, no Jornal Hoje, noticiando uma série de tempestades q aconteceram no Canadá e destruiram algumas cidades. O legal de comentar sobre a manipulação da notícia, é que a culpa não é mais do Homem e sim, do aquecimento global. Acho que em breve, Bush entrará em conflito armado contra o aquecimento global. Dessa forma, ninguém mais vai poder dizer q os EUA não se importam com o meio ambiente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordo totalmente com você, mas, nós aqui da imprensa, devemos ser imparciais!!!&lt;br /&gt;(Carlos Nascimento, no Jornal do SBT, falando à um telespectador sobre sua grandiosa imparcialidade jornalística.) Nem precisa comentar nada sobre essa né?? Fala sério!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho q é um bom começo. Com certeza, nas próximas semanas, colocarei mais algumas, pois a nossa mídia insiste em divertir-me com essas preciosidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, o povo q é burro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não posso deixar de comentar sobre o pedido da prefeitura de Londrina, para o presidente enviar tropas do exército para aumentar a segurança da cidade. huahuauhauha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Renan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-2106571902234123899?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/2106571902234123899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=2106571902234123899' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/2106571902234123899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/2106571902234123899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/04/cada-bueiro-aberto_22.html' title='É cada bueiro aberto...'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-6831879661212331038</id><published>2007-03-08T03:27:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T03:53:42.610-03:00</updated><title type='text'>Tese do Congresso dos Estudantes da USP - 2006</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Bom, já que ninguém postou mais (talvez o meu texto bizarro tenha chocado vcs) nem fez novos comentários, então lá vou eu novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Este texto foi redigido por mim e por alguns amigos também em Maio do ano passado, e foi publicado no Caderno de Teses que foi discutido, então, no Congresso dos Estudantes da USP (realizado a cada dois anos). Não preciso mencionar que este foi um dos poucos textos assinados por alunos apartidários, e que o fato de estarmos fora da disputa mais "ferrenha" (como a do pessoal do PCO, PCMR, PSTU e outros, que por vezes saem no braço enquanto discutem, p.ex., o papel de Lassalle, Proudhon e Marx na I Internacional, ou de Lenin, Rosa Luxemburgo e Kautsky na III Internacional) tb despertou, como sempre, uma atenção privilegiada (i.e. grande concentração de críticas). É muito claro que o texto revela não só nossa formação política de longo prazo, mas também influências mais diretas, como as matérias que cursávamos e engajamentos políticos momentâneos. Mas ainda sim foi um esforço bem interessante no sentido de caracterizar nosso pensamento diante da USP naquele momento e para que contribuíssemos, assim, com o escasso debate existente sobre os temas (Universidade Pública, papel dos estudantes, contexto nacional, entre outros), inclusive dentro do Movimento Estudantil ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Qdo puder posto algo mais casual ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Bjs e abs,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Sérgio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204); font-family: times new roman;" align="justify"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;L'Esprit Frondeur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 51, 255);" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Para pensar a USP e uma atuação voltada para a (re)construção da função pública da Universidade, partimos da atual situação da PUC-SP, imersa em dívidas as quais foram centralizadas em dois bancos, que agora participam ativamente da gestão e da definição de seus rumos. Professores e funcionários foram demitidos em nome de uma pretensa eficiência nos gastos. Parte do movimento estudantil da PUC defende a estatização como saída para a crise. Embora possamos questionar se a sociedade contemporânea comporta uma universidade privada que busque ter um caráter público – como parecia ser o caso da PUC até a intervenção que violou a sua autonomia – acreditamos que existe um elemento ilusório nesta solução. É um erro ou uma ingenuidade acreditar que o financiamento estatal garante uma função pública da Universidade: é só atentar para o significado da USP; nela o princípio de Universidade Pública não se concretiza. Ora, sem pretender um diagnóstico completo ou exaustivo, qual é a sua situação? De imediato, questionamos até que ponto nela vale a pena investir mais dinheiro, se uma lógica de apropriação privada do espaço, do conhecimento e dos lucros que a marca USP possibilita, principalmente para os professores beneficiados pelos cursos pagos das Fundações de Apoio. Em última instância, a presença destas Fundações tem conseqüências nefastas, &lt;/span&gt;distorcendo&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; o tripé ensino-pesquisa-extensão. A Universidade também acaba por operar uma transformação da técnica em ideologia, de maneira a se legitimar enquanto produtora do único conhecimento legítimo. Este processo associa-se a hegemonia da ideologia positivista em muitas das instâncias na sociedade, realizando um “processo político de despolitização” que desqualifica e marginaliza tudo o que rejeita a concepção do primado da técnica, do pragmatismo vulgar e da pró-atividade, ou seja, dos valores próprios à gerência empresarial. &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;É a "tecnologização da ciência", como afirma Ístvan Mészáros. &lt;/span&gt;Em outros âmbitos, a USP reforça a compartimentalização não só dos saberes, mas também dos próprios alunos, o que inviabiliza uma visão mais totalizante da Universidade, da ciência e da sociedade. Finalizando este breve panorama da USP, encontramos normas, muros e vigilâncias que, em nome de uma segurança, que sequer se concretiza, tornam o seu espaço físico inapropriável pela comunidade acadêmica e pelo entorno do campus Butantã. O que impera no cotidiano da Cidade Universitária é um espaço deserto e destituído de vida, aos moldes higienizantes e assépticos dos ambientes fabris.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;De certa maneira, poderíamos pensar até que ponto não observamos uma contradição neste sucinto diagnóstico. Por um lado, uma Universidade aberta à sociedade (vulgo “mercado”): a USP permeável à lógica mercantil dos cursos profissionalizantes e pagos. Por outro, a simultânea pretensão de isolamento e fechamento em si mesma, corroborando uma lógica fabril: a perda do sentido da produção do conhecimento e da experiência universitária, instaurando uma dinâmica inerte e mecanicista, de repetição e fragmentação das atividades desenvolvidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Na realidade, dois quadros gerais agravam o caso específico da USP, que é menos contraditório do que aparenta ser. Em primeiro lugar, temos que operar uma mudança no olhar para dar conta não apenas da sua estrutura, mas também de seus agentes. Para pensar uma outra Universidade, precisamos nos conscientizar do obstáculo que é o imaginário que norteia as ações de docentes e discentes, os quais possuem uma cultura de apropriação da Universidade guiada por expectativas &lt;/span&gt;particulares&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;. Por um lado, os estudantes corroboram uma concepção de Universidade como mera qualificadora de mão-de-obra especializada. Querem seus diplomas para ter uma carreira profissional bem-sucedida, uma forma de ascensão ou reprodução social. Assim, o mercado se torna o agente histórico dos rumos da Universidade não só porque ele precisa dos profissionais aqui formados, mas também porque os estudantes optam politicamente pelo assédio do mercado. Ao abrir mão de uma definição autônoma da sua própria formação em nome das demandas do mercado, o estudante aprofunda um processo de auto-alienação e reificação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Por outro lado, o caso dos professores é mais complexo. Além do caso já descrito das Fundações, a carreira acadêmica passou a ser uma trilha profissional individual, sem conexão com um pensamento acerca da instituição. O que move muitos dos docentes é a publicação em revistas bem-avaliadas para acumular poder político e reconhecimento acadêmico dentro da própria estrutura universitária, no sentido de conquistar maior autonomia para definir a sua própria pesquisa. Nos dois casos, vemos os projetos individuais se sobreporem e erodirem a possibilidade de um projeto público de Universidade, no seu sentido coletivo de comunidade acadêmica e nas suas conseqüências sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Este é um primeiro quadro geral, de caráter mais conjuntural, por se tratar de um processo contemporâneo de radicalização das individualizações. O segundo quadro se caracteriza de forma mais estrutural e perene. Trata-se da histórica cisão entre trabalho intelectual e trabalho material, ou seja: do pensar e do fazer. Walter Benjamin escreveu “Nunca existiu um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie”. Esta frase traz consigo a necessidade de reconhecermos que a nossa condição de universitários – em sua maioria brancos e de classe média – é, por um lado, a de ter o privilégio do acesso à cultura, à arte e ao conhecimento acadêmico. Mas por outro, que esta exceção ao cotidiano desumanizador da maioria da população – uma longa jornada de trabalho, cercada por horas perdidas no trânsito entre o centro e a periferia, sem tempo para si mesmo – esconde exatamente o fato de que não existiríamos como existimos se a sociedade não se estruturasse por meio da barbárie: a opressão, a violência, a exploração. Em última instância, a verdadeira emancipação só ocorrerá quando a cisão entre pensar e fazer for abolida. Ainda assim, até este momento se concretizar, temos que refletir sobre as formas de realizar a política e a função pública da Universidade. É o que faremos a seguir. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Para concluir este diagnóstico da Universidade, buscamos a conseqüência da associação entre a estrutura da USP e estes dois quadros gerais. O resultado é que a USP se tornou uma marca tanto para o curso pago quanto para a pesquisa dos docentes e o diploma dos discentes. Uma marca defendida a qualquer custo, uma vez que os atores que constroem a Universidade têm um interesse comum na sua reprodução, pré-condição para o sucesso de seus projetos individuais. Gera-se um corporativismo que mascara o que deveria ser criticado, propagando o simbólico de uma USP intocável e indiscutível. Enfim, a manutenção do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; é garantida por um pacto de mediocridade entre professores e alunos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Nossa reflexão sobre o ser e o dever ser da Universidade Pública parte de princípios que estão inseridos em um quadro de forças políticas e que se evidenciam na disputa entre diferentes formas de conceber e fazer política. Partamos para um breve delineamento das forças que estão postas, tanto no movimento estudantil como nos âmbitos externos à própria Universidade. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Às forças que se auto-intitulam transformadoras, chamaremos “esquerda clássica”, de herança marxista-leninista, que opera uma cisão entre meios e fins. Mantendo no discurso uma meta emancipatória, porém partindo de uma constatação realista, a esquerda clássica propõe a vanguarda como forma de alcançar a transformação social, com a função de guiar as massas. A contradição entre a forma (hierárquica e, por fim, despótica) e o conteúdo (dito progressista) significa um auto-bloqueio, que resulta tão somente em um anacronismo autoritário. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Do outro lado do espectro ideológico, as forças conservadoras realizaram uma fusão entre o imaginário liberal, calcado na democracia representativa, e a utopia da sociedade de consumo. O resultado desta articulação é o estabelecimento de uma passividade generalizada, na qual as pessoas são incapazes de se enxergar como participantes da construção de processos políticos. Se a esquerda clássica perverte os meios para alcançar o que deveriam ser nobres fins, esta espécie de liberalismo utilitarista se centra nos meios instrumentais. Com um discurso que articula eficácia, responsabilidade, competência e representação, estas forças buscam uma pretensa conciliação entre o particular e o universal, por meio de uma gestão administrada do gozo coletivo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Nós partimos de princípios antagônicos a ambas estas concepções políticas. Iniciando pela segunda, ela parte de uma visão restritiva do indivíduo e da liberdade. A concepção liberal de “liberdade” parte de que “a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro”, concepção fundamentalmente associada ao direito à propriedade. Isso quer dizer que o indivíduo é um átomo, que pode ser isolado, quantificado e representado. O indivíduo é reduzido ao papel de espectador, cuja maior atividade é expressar uma demanda, tal como um mero consumidor. Este princípio político impede que as pessoas sejam co-realizadoras da realidade. Nós partimos do ponto de vista de que a liberdade de um, de fato, se inicia na liberdade do outro. O indivíduo é subjetividade, ou seja: ele é ser-para-os-outros, qualitativo, complexo e, portanto, somente auto-representável. O indivíduo é um fluxo contínuo, a política deve ocorrer em um processo conjunto de criação inseparável de pensamento e ação. As subjetividades se formam e se transformam em contato umas com as outras. Somente neste quadro, cada um dos sujeitos se torna agente da sua própria história, o que é, na realidade, o resgate do grande fim emancipatório. A política não se resume, portanto, em uma simples soma de indivíduos, mas significa um processo intersubjetivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Quanto à esquerda clássica, é preciso buscar uma reconciliação entre meios e fins. A emancipação nunca vai se realizar se a forma vanguardista continuar contaminando a política da transformação social. De certa maneira, nossa divergência encontra um paralelo nas diferentes soluções de Lênin e Rosa Luxemburgo, aquele engajado na causa do partido vanguardista, ela confiante na força dos sovietes auto-organizados. No fundo, é abandonar a Organização política, que busca disputar hegemonias, para apostar em Associações horizontais, como, por exemplo, o processo Fórum Social Mundial. Somente em espaços abertos, nos quais todos possam ser sujeitos (e não apenas a vanguarda), que a forma e o conteúdo se harmonizam de maneira a estabelecer uma cultura política realmente transformadora. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Assim, partimos da concepção de Autonomia para pensar e exercer a política, superando princípios que consideramos retrógrados. O exercício da Autonomia, entendida como universalização da capacidade humana de ser sujeito histórico, ocorre por meio de decisões coletivas e consensuais, em espaços abertos, horizontais e auto-representativos. Estabelecer tais espaços é uma maneira de criar rupturas numa realidade ainda dominada pelas duas forças políticas descritas. Assumir-se como parte integrante dos processos políticos passa por afirmar seus interesses particulares, bem como em reconhecê-los relacionados a outras subjetividades, que os transcendem e os realizam. Partindo desta perspectiva, delinearemos um esboço de uma série de processos para a (re)tomada do simbólico público da Universidade. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Primeiramente, assumimos que o &lt;b&gt;Espaço da Universidade&lt;/b&gt; é público e deve ser encarado como tal. Isso significa dizer que além de dispor de um transporte coletivo adequado, o campus deve ser aberto ao acesso da população e não fechar-se aos moldes de um feudo que se protege da barbárie das ruas. A barbárie está, antes, mascarada e pressuposta na sua própria existência. Assim, a luta se realiza pela criação de âmbitos de gestão coletiva do campus, com a regulamentação democrática do seu uso, a qual se contrapõe a atual repressão direta e irresponsável à liberdade de alunos e da população em geral, como demonstrado no acirramento dos controles de acesso aos campi Butantã e Zona Leste, além das recentes suspensões de estudantes em diversos cursos pela organização de festas. A Universidade como espaço público não se realiza somente pela abertura física, mas também por meios imateriais. A comunicação é um poderoso instrumento no sentido de romper a fragmentação discente, seja pela criação de uma Rádio Livre auto-gerida pelos alunos, seja pelo diálogo entre os diferentes jornais estudantis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Se o livre acesso ao campus é fundamental, também é absolutamente necessário buscar a democratização da produção e do acesso ao conhecimento na Universidade. A recente campanha promovida pelo programa USP Inovação corrobora uma lógica privatista, que incentiva as patentes de propriedade intelectual. Pesquisas realizadas com financiamento público têm seu acesso à população restrito por regras de &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt;, quando a própria sociedade como um todo financiou sua produção, inclusive por meio da remuneração aos pesquisadores. É preciso iniciar o uso de novas formas de registro de propriedade intelectual (de materiais didáticos, &lt;i&gt;papers&lt;/i&gt;, bases de dados, &lt;i&gt;design&lt;/i&gt; industrial e &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt;) como os &lt;i&gt;Creative Commons&lt;/i&gt;, que atentam para o acesso irrestrito ao conhecimento e evitam sua mercantilização por meio de mecanismos jurídicos que garantam sua função pública. A atual dinâmica acaba por inviabilizar a livre circulação e produção do conhecimento científico, engessando-o à lógica de mercado. Outros passos importantes são a legalização da cópia de livros e o início não só da produção, mas também da utilização de softwares livres nos campi, propiciando a tod@s o uso-fruto e a possibilidade de participação em seu desenvolvimento. Por fim, a Extensão Universitária, como conceito em disputa, tem um potencial de romper os muros da Universidade e redirecioná-la para uma reflexão e intervenção críticas na realidade, ao pressupor a interdisciplinaridade e a troca horizontal com agentes sociais contra-hegemônicos, e evitar a colonização deste termo pela atividade das Fundações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Contudo, iniciativas autonomistas na Universidade (e também entre os movimentos populares) encontram inúmeras dificuldades. A criação de espaços auto-geridos encontra contradições na tentadora &lt;/span&gt;manutenção&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; de lideranças ou gestões como formas hierarquizadoras das relações políticas e humanas, e também na educação política de passividade dos sujeitos, formada por toda a sua vida, que os impedem de perseguir a sua auto-determinação. O grande entrave é que a auto-representação só é efetiva e legítima quando internalizada e exercida no cotidiano entre o eu e os outros. O que nos resta é a compreensão de que todas estas iniciativas são um processo pedagógico, cujo horizonte – aberto, incerto e em construção permanente – é a própria emancipação.      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;L´esprit frondeur.&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;i&gt;expressão originada nas Frondas Francesas, que afirma o espírito rebelde, questionador e crítico da realidade&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 204, 204);" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Andreza Tonasso Galli, Caio M. Ribeiro Favaretto, Danilo César Fiore, Frederico Souza de Queiroz Assis, Jonas Marcondes Sarubi de Medeiros, Juliana dos Santos de Almeida Sampaio, Leonardo de Oliveira Fontes, Nádia Nakamura Vieira, Pedro Henrique Lopes Campos, Sérgio Roberto Guedes dos Reis, Tássia Toffoli Nunes e Thiago Donghia Badaró. (curso: Relações Internacionais)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.27cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify" lang="pt-BR"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-6831879661212331038?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/6831879661212331038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=6831879661212331038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/6831879661212331038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/6831879661212331038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/03/tese-do-congresso-dos-estudantes-da-usp.html' title='Tese do Congresso dos Estudantes da USP - 2006'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-550480550799890197</id><published>2007-02-09T22:50:00.000-02:00</published><updated>2007-02-09T23:05:35.403-02:00</updated><title type='text'>A Meritocracia e a Vivência Universitária: críticas e concepções</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Este texto, escrito em 17 de Maio de 2006, jamais foi publicado, possivelmente por representar um lancinante arroubo de angústia e indignação que não julguei conveniente compartilhar. Para minha surpresa, meses após sua composição, um amigo o leu e o comentou. Sua crítica positiva me serviu de inspiração para colocá-lo aqui, como primeira contribuição reflexiva a este interessantíssimo espaço. É necessário deixar evidente que o artigo, já bastante longo, está bem longe de ser terminado (prova disso é seu "final" com o início de uma nova e relevantíssima problemática). Em outras palavras, ele foi muito mais um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brainstorm&lt;/span&gt; do que um sofisticado esforço intelectual para clarificar algumas concepções minhas sobre a universidade e a sociedade (embora de início houvesse, de fato, um esforço nesse sentido). Como parte da minha personalidade (e, consequentemente, dos meus problemas cognitivos), odeio reler meus escritos. Uma breve passada de olhos sobre três parágrafos já revelou cerca de 15 erros (digitação, concordância, gramática, ambiguidades, etc). Mas OK. A mensagem está aí. O princípio pujante e basilar da sensibilidade e da sinceridade, creio eu, foram primordialmente respeitados (talvez até demais para alguns corações). Esta ainda não é a melhor criação para explicar a "pseudo-arquievidente" teoria da bolha, conjunto de reflexões psicológicas, sociológicas, filosóficas, políticas e antropológicas que, imagino, será uma ponte para uma Nova Teoria Crítica. É provável que a leitura seja cansativa, mas sinto muito, a objetividade jamais será minha virtude ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: courier new;"&gt;A Meritocracia e a Vivência  Universitária: críticas e concepções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;        Uma das questões básicas a ser  analisada dentro do funcionamento da universidade é o seu acesso. A meritocracia  é praticamente senso comum (se não totalmente) dentro dos grupos que regem a  universidade e integrantes da elite em geral, especialmente a intelectual  (inclusive a de "esquerda"). O  argumento é o de que a demanda de pessoas que  desejam ingressar no ensino superior supera em muito a oferta de vagas o que faz  com que se torne inevitável a realização de um processo seletivo, que escolha os  melhores para o ingresso na universidade. Outro argumento também corrobora esse  entendimento: a vinda de alunos "realmente" qualificados faz com que o ensino  superior não perca sua qualidade e não perca o posto de "centro de vanguarda  intelectual", em que as diretrizes de funcionamento da sociedade são planejadas.  Algumas críticas, embora interessantes, não rompem a bolha sociológica de onde  estão inseridas. Pseudo-soluções, altamente paliativas e, possivelmente, fruto  mesmo de uma crise de consciência entram em tramitação. O exemplo mais evidente  disso é a criação de um "quarto" ano, uma espécie de cursinho para alunos de  escolas técnicas públicas. Trata-se de uma prática incoerente a priori, que  infelizmente não se pode traduzir como solução de curto-prazo, quanto mais de  caráter definitivo, como parecem pretender a elite política. Eles parecem (ou  não querem) entender que, na pior das hipóteses, a alteração do quadro  educacional dever-se-ia dar dentro do ensino médio - e antes disso, obviamente -  e não criando-se mais um entrave, que reflete, pelo método, nada mais do que a  coroação do ensino pragmático e naturalmente vazio, acrítico e  privatista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;        Mesmo boa parte das críticas  mais ostensivas ao vestibular acabam por não negar segmentos de sua lógica  perversa e, com isso, sua própria existência. O que se pensa, no melhor das  hipóteses, é criar condições iguais para se disputar as vagas para a  universidade. Pouco se questiona, nesse raciocínio, o óbvio direcionamento e  seleção "filosófica" que o conteúdo das provas acaba por exprimir. Mais uma vez,  só se pensa pragmaticamente, só se importa a respeito do ingresso de alunos de  ensino público (e/ou pobres, e/ou negros) na universidade, para que,  posteriormente, galguem bons cargos no mercado de trabalho, como "alpinistas  sociais". Esta é uma clara concepção elitista, que entende a emancipação e o  "sucesso" do ponto de vista do status econômico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Ao entendermos a meritocracia como  lugar comum do pensamento social, acabamos por entender realmente que a  universidade é um local negativamente privilegiado, como se se destinasse para  "predestinados" cultural e economicamente. Claro, se o diploma serve como  diferencial no mercado de trabalho e como símbolo de status dentre os seus  semelhantes, é cabal que exista um processo "justo" e rigoroso de seleção, pois  toda essa lógica se insere perfeitamente na realidade em que vivemos. Assim, a  "bolha" de homogeneidade cultural entre os partícipes de tal processo não é  rompida; as limitações estruturais do sistema capitalista (como a incapacidade  de se universalizar o ensino superior) são vistas como sendo pressupostos  incontestáveis da própria sociedade. Em outras palavras, ou o indivíduo  se subjuga à essa realidade, respeitando passivamente seus alicerces, ou então  está à margem do sistema - fora da "bolha".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Não entendem os críticos  tradicionais que a procura de métodos alternativos (como um vestibular  mais "humano" e flexível), embora seja uma iniciativa extremamente válida e  corresponda, de uma certa maneira, a um rompimento drástico como relação aos  paradigmas alicerçantes de funcionamento da sociedade pós-moderna, ela  representa uma solução apenas de curto prazo, na medida em que, como se pôde  observar nas últimas décadas, as estruturas que se pretendem dirigentes da  convivência humana apresentam uma capacidade imensa de se reajustar e de se  reconfigurar à realidade emergente, em geral como uma rapidez impressionante.  Isso significa, no exemplo em questão, que tão logo as pretendidas mudanças na  forma do vestibular sejam implantadas, os conglomerados do grande ensino privado  alterariam seus currículos de forma a direcionar as matérias à nova demanda  vislumbrada pela burocracia universitária (tendo-se como hipótese a não conexão  direta entre esta e o setor educacional mencionado, o que não necessariamente é  verdade, e que, caso existente, tornaria a pretensa transformação do quadro  ainda mais entravada). Em pouco tempo, todo aquele espírito esperançoso de se  alterar dramaticamente o perfil dos ingressantes na universidade, a fim de se  buscar maior pluralidade social e maior integração da universidade à sociedade  "externa", seria destruído, na medida em que os princípios éticos norteadores da  efetivação de um processo seletivo mais diferenciado seriam desvirtuados  e focados de um ponto de vista extremamente pragmático, competitivo e,  obviamente, mercadorificado. Em última instância, o ensino de novas matérias,  como Filosofia e Sociologia, no ensino médio se transformaria,  metodologicamente, igual às demais; o espírito crítico, mesmo se fortemente  evocado dentro das questões de vestibular, seria transmutado em "artimanha",  justamente para atender o fim de se acertar mais pontos. Diante dos princípios  privatistas que compõem fortemente a sociedade, seria inviável conceber que,  peculiarmente, essas disciplinas (ou quaisquer outras) seriam ministradas como  fins morais e éticos de constituição dos indivíduos e da coletividade -  transcendendo sectarismos altamente vigentes (e também expressões da  principiologia pragmática) que classificam esse comportamento almejado como  &lt;em&gt;naïve&lt;/em&gt;, enquanto captam e subvertem tais noções e aplicam-nas no meio  empresarial, coisificando mais um inalienável atributo humano. Seria esperado,  enfim, que tudo se transformaria em "técnica" a mais a ser transmitida pelos  "magos" professores de cursinhos, para que "vestibulandos" (a expressão parace  caracterizar uma função sociológica, um trabalho, um modo de vida, na medida em  que se tem a noção da necessidade de "especialização suprema" nessa atividade  para que, então, se ingresse na "vida" &lt;em&gt;de facto&lt;/em&gt;) consigam entrar na USP  e, paralelamente, se transformarem, mais uma vez, em mercadoria valorizada,  tanto para o futuro mercado de trabalho como mesmo para os cursos  pré-vestibulares, por meio de estatísticas que os tornarão "campeões de  aprovação" - uma espécie de certificado "ISO 9000" que se apropria dos corpos e  mentes humanas para dar à empresa de educação (expressão claramente  contraditória) uma diferenciação perante seus concorrentes. Mais uma vez, como  se vê, a "bolha" não é rompida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    E por que não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;o foi ? Porque a meritocracia, mesmo nesse pensamento  libertário acerca do vestibular, acaba sendo parte essencial de seu próprio  argumento, que cabalmente se materializa; tal situação parece indicar que, na  verdade, a meritocracia é um pressuposto tão óbvio que se torna um tabu em rodas  de discussão - em especial naquelas em que constam aqueles que superaram esse  obstáculo, é quase natural que a contestação desse sistema como um todo (e não  somente de seus aspectos mais pontuais) se torne uma "heresia" ou um "utopismo  deslavado". Não se compreende que a meritocracia é pate totalmente integrante de  um sistema de classes, na medida em que é praticamente um &lt;em&gt;topos&lt;/em&gt; para  tal distinção. Isso se dá em três aspectos: primeiramente, a meritocracia  funciona como instrumento para a renovação dos quadros dirigentes da sociedade -  os elementos individuais não precisam ser necessariamente os mesmos, contanto  que a totalidade permaneça existente; afinal, no caso da universidade, não é  possível dizer que o processo seletivo seja perfeito em selecionar sempre  aqueles que vieram das grandes escolas particulares. Contudo, mesmo quando se  pensa que ele falhou, ou seja, permitiu a entrada de alguém que jamais  frequentou a educação privada e estudou por conta própria após o término dos  estudos regulares, é tácito supor que, na próxima geração, esse indivíduo terá  ascendido à condição social de seus pares da vida universitária e, com isso,  proporcionará a seus descendentes oportunidades educacionais melhores (no  sentido da maior facilidade em ingressar no ensino superior gratuito de  qualidade); nesse entendimento, houve simplesmente uma renovação nas classes  superiores, e não uma transformação sistêmica da sociedade. Secundariamente, a  meritocracia funciona como fulcro existencial entre as classes sociais, na  medida em que são as superiores (e não a sociedade como um todo, já que se  pressupõe que a sua totalidade, por conter setores "não-intelectualizados", é  incapaz de criar métodos de seleção adequados - e, subliminarmente, entende-se  aí uma forte conotação positivista na concepção de "capacidade") quem determinam  exatamente quais os requisitos para que este ou aquele indivíduo ingresse na  universidade. A noção de qualidade do aluno, aí, é atribuição parcializada de  determinado setor, que se aproveita de sua condição social para propiciar a seus  pares as ferramentas exigidas pelo processo seletivo. Nesse contexto, cria-se um  &lt;em&gt;gap&lt;/em&gt; de oportunidades entre aqueles que dispõem de condições para seguir  um programa determinado, na verdade, por eles mesmos (como as exigências do  vestibular) e aqueles que dispõem de conhecimentos e construções culturais  distoantes dessa concepção e carecem, em contrapartida, de condições materiais  para se colocarem em pé de igualdade com o outro grupo. Nesse sentido, o  terceiro aspecto em que a meritocracia transparece como método de seleção  parcial é em razão da diferenciação econômica que, em consonância com a  meritocracia intelectual/política oriunda da segunda diferenciação, fazem com  que o processo seletivo não se torne, jamais, um &lt;strong&gt;processo  social&lt;/strong&gt;, mas sim uma escolha "intra-classe". Quer dizer que, em  detrimento da organização da sociedade baseada num conceito  individualista/monopolista de eficiência econômica, torna-se cabal que os  setores mais bem colocados socialmente serão aqueles que, de acordo com a  organização do mercado, serão os mais capazes de utilizarem sua condição e,  assim, pagarem pelas melhores escolas/cursos preparatórios. De fato, a  "concorrência perfeita" também não se realiza aí, já que os centros com maior  índice de aprovação (que também é oriundo, em geral, não só da dita "excelência"  do ensino, mas também pela condição sócio-econômica de seus participantes - caso  não precisem trabalhar, poderão se dedicar integralmente às funções escolares),  se utilizarão de tal carimbo para conquistarem cada vez mais o caractere  econômico social da inventiva economia eficiente: a mais-valia. Com isso, o  setor educacional público, cada vez mais abandonado tanto por não se configurar  mais como sendo, de acordo com essa lógica (tida como "supra-histórica"), o mais  eficiente, como, por causa disso, ser um dos primeiros a ser relegado a planos  inferiores em termos de investimento para o beneficiamento de outros setores,  como o pagamento das dívidas (que por sua vez realimenta o cume social dos  grupos mais abastados e, como isso, reforça a lógica de diferenciação dentro do  quadro destacado), fica destinado às populações mais paupérrimas e totalmente  desprovidas de recursos para a inversão de sua condição social. A universidade,  assim, se configura cada vez mais como posto de preparação para o mercado de  trabalho e para a consolidação/ascensão social, corroborando de maneira eficaz  os princípios meritocráticos que regem a sociedade e à ela mesma; toda essa  realidade, presente de forma massacrante (com um tônus vigoroso, de "obviedade  ululante"), acaba por ser apreendida pelas subjetividades sem questionamentos,  tornando um enorme problema no melhor que se poderia conceber acerca da  modernidade e da capacidade humana de se auto-organizar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Supondo que a meritocracia se  configurasse, de fato, como um conceito metodológico "neutro" de seleção para a  universidade (ou seja, em que condições econômicas, políticas, sociais e  culturais de determinados grupos não fossem fatores de privilegiação nesse  processo), ainda assim um vestibular não tecnicizado não seria a melhor maneira  de se ingressar na universidade. Isso, obviamente, quando se tem em conta a  universidade como sendo um espaço social. Ou seja, prévia e contiguamente ao  debate sobre o acesso à universidade, é a concepção sobre a mesma que está em  disputa. Se se tem em vista a universidade como espaço de diferenciação social,  atrelada a uma forte noção positivista da supremacia da ciência sobre outras  produções humanas e se, evidentemente, existe o entendimento de que a alocação  eficiente de recursos significa investir capital de forma a potencializar  capacidades individuais (o que faz emergir a noção do ensino superior, mais uma  vez, como formador exclusivo ou essencial para o mercado de trabalho), nem assim  seria possível conceber uma neutralidade metodológica de seleção. O projeto que  se pretende representante da concepção liberal de mundo, que evoca para si a  doutrinação e teorização sobre o respeito e valorização às  inalienáveis capacidades humanas individuais, fracassaria retoricamente na  tentação de descobrir a "imparcialidade". Isso porque, sabidamente, noções como  "positivismo", "alocação eficiente de recursos", "capital" e "mercado de  trabalho" estão intimamente ligadas à contemporaneidade e ao modo de produção  sócio-econômico vigente. A busca de neutralidade perante uma circunstância  resulta invariavelmente numa tomada de posição sobre a mesma circunstância, e  pela relação desta com as demais também é possível dizer que ocorre relação  diferenciada com estas (e, inclusive, consigo mesmo), a partir de tal  comportamento, dito "objetivo". Em suma, se há seleção, há subjetividade. Se há  referência externa à totalidade social ("capital", "mercado de trabalho"), há  subjetividade. Em todo esse entendimento, conforme mencionado, fica patente a  forte relação dessas concepções como a tácita produção cultural em voga. Não é  possível, dentro desse modelo meritocrático, pensar numa universidade como  espaço, já que todas as estruturas, sociais ou não, são segmentadas, resultado  de uma constante (e bem sucedida) tentativa de atribuição de valor monetário às  mesmas. Universidade é universidade; arte é arte; cultura é cultura; sociedade é  sociedade. Cada um tem seu espaço próprio e "privilegiado", e cada vez menos há  mesmo uma "intersecção" entre esses setores. Diante dessa realidade, é  inconcebível um processo seletivo e uma universidade humanos sendo o primeiro  processo seletivo, e o segundo, universidade tais quais se definem  hodiernamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    A armadilha de se crer numa  universidade mais humana por meio de um processo seletivo mais justo se desfaz a  partir do momento em que se questionam alguns aspectos (que seguirão para o  entendimento de um conceito totalmente novo de universidade, quando a entendemos  como um processo contínuo de auto-reformulação). Tais aspectos precisam de  urgente contraposição, na medida em que se faz crer na sua existência como um  fato dado. Primeiramente, é necessário questionar a noção da universidade como  espaço institucional-burocrático supra-histórico. Ou seja: precisaria mesmo a  universidade ser esse local físico separado das demais estruturas da sociedade,  ainda que, eventualmente, possua vasta extensão e principiologicamente se insira  como bem público ? Em segundo lugar, seriam as segmentações e especificidades de  cursos e disciplinas (como, por exemplo, Economia Agroindustrial ou  Biotecnologia), além das suas curtas durações (entre dois e cinco anos, com  predominância cada vez maior para o prazo mais exíguo) um fenômeno normal do  círculo universitário ? Em terceiro lugar, seria, de fato, a universidade o ente  dotado de exclusiva (ou principal) legitimidade acerca da apreensão do  conhecimento quando se tem em conta o fenômeno descrito no questionamento  anterior ? Em quarto lugar, seria a seleção dos "melhores" dentre os pretensos  ingressantes o íngrediente para a dita perenização da universidade como local de  excelência da produção científica da sociedade ? Em quinto lugar, que  legitimidade teria a conceituação dessa produção científica perante a sociedade  e a si mesma caso ela de fato não seja produto da totalidade do corpo social ?  Finalmente - e uma das questões mais relevantes - é possível afirmar, de fato,  que a escassez de recursos que leva ao uso da meritocracia como elemento  definidor da composição da universidade seja um fato dado ou, ao invés disso,  uma condição que remete linearmente às limitações do sistema econômico vigente ?  Todas essas questões, de alguma maneira, amarram a universidade à meritocracia,  e indicam a dependência de uma perante a outra para o seu  funcionamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    O que se está tentando mostrar é  que a relação entre a universidade e o modo de produção capitalista foi um dos  fatores mais relevantes na ascensão do método meritocrático de ingresso, que  serviu historicamente primeiro para controlar a demanda cada vez maior por parte  de segmentos da sociedade que ascendiam economicamente mas não dotavam dos  títulos acadêmicos que lhes dariam, em primeira instância, o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;  social que almejavam e, a seguir, a permanência no segmento social objetivado,  para que, então, reproduzissem a lógica de busca de júbilo que o sistema  econômico lhes garantia por meio da conquista progressiva de poder.  Secundariamente, o método meritocrático contribuiu para a renovação dos quadros  superiores da sociedade, dando-lhe o dinamismo necessário para tornar mais  eficiente a gestão dos recursos mercantilizáveis. Terciariamente, a  meritocracia, mais um elemento capturado por uma noção cada vez mais centrada na  mercadorificação das coisas e no aumento da eficiência da totalidade do sistema  (de acordo com noções peculiares sobre o significado de tal eficácia, conforme  já mencionado), também foi reificada, tornando-se um elemento de comercialização  e disputa entre setores médios da sociedade, cada vez mais influenciada pela  significância do termo "merecimento"; mais contemporaneamente, a noção do  &lt;em&gt;self made man with no strings attached&lt;/em&gt;, ou seja, o indivíduo que  conquistou o "seu lugar ao sol" sem depender de ninguém. Esse processo levou,  obviamente, a uma grande dinamização de outros setores da sociedade que não a  própria universidade, especialmente o mercado de trabalho e a educação basilar  privada. Enquanto isso, no plano essencialmente internacional, o setor público  se comprometeu cada vez mais com empréstimos vultosos, a fim de tentar estancar  aumentos expressivos de déficits orçamentários e, implicitamente, se adequar à  era cada vez mais presente do capital virtual, não produtivo, empregado em larga  escala nos setores privados e por países com disponibilidade monetária para  fazê-lo. Nesse meio termo, a eficiência do Estado em gerir recursos passou a ser  cada vez mais contestada, a tal ponto em que, em nome da já pronunciada  "alocação racional de recursos", o setor privado se ocupasse cada vez mais em  coordenar atividades até então intrinsecamente ligadas ao poder público  (especialmente as de caráter econômico), enquanto a legitimidade, elemento  político da mais alta relevância para a permanência da ordem institucional,  centrou-se no Estado, capaz, à esta altura, de perenizar o discurso também  altamente em voga da democracia representativa, outra espécie de meritocracia,  desta vez atrelada mais diretamente às questões referentes ao controle do poder,  e que se fez passar como sendo a realização plena das capacidades políticas  humanas dentro de um órgão de grandes proporções, da mesma forma em que  assentava, de maneira implicitamente análoga ao resultado dos processos de  seleção da universidade, a divisão social do trabalho e, com isso, sedimentou a  imobilidade das relações de poder na sociedade sob uma outra perspectiva  - a  política - já que contribuiu, pelo distanciamento cada vez maior dos indivíduos  perante o primado da auto-representação, para a despolitização dos grupos  sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    O espaço segmentado, e não  permeável à sociedade que é ocupado pela universidade é outro momento em que a  meritocracia, ainda que implicitamente, se faz presente. A construção de um  campus vasto, inserido num local razoavelmente distante do centro da  cidade carrega uma noção implícita da universidade como sendo uma estrutura  diferenciada da sociedade, como um local criado para um fim específico, não  compartilhável com outras aitividades desenvolvidas pelo resto da sociedade. Em  certa medida há, mais uma vez, o forte elemento da busca pela eficiência, que  leva a criação de espaços cada vez específicos para o melhor desenvolvimento de  funções cada vez mais específicas. Dentro da universidade, o processo de  separação de funções também é parecido, o que leva constituição de faculdades  distantes entre si e a concentração de funções específicas em cada setor do  campus. Isso, obviamente, também atende a um claro entendimento da universidade  como casa do saber, como espaço de aplicação dos princípios positivistas - a  busca da objetividade, de se fazer a "verdadeira" ciência. Temos, então, num  primeiro plano, o espaço universitário, em razão da fragmentação explicitada,  como aquele que se coloca na posição legítima, historicamente, de "pensar" a  sociedade. Evidentemente, os planos se interseccionam intimamente, e é dessa  maneira que se constitui, sob outra perspectiva, a noção de meritocracia - que  contribui, como será visto a seguir, na construção da totalidade ideológica que  é apropriada nas subjetividades e reproduzida pelas mesmas. Os muros construídos  no entorno da universidade carregam a compreensão de que a exterioridade à ela  abriga seres e estruturas que não têm relevância para a constituição daquela,  seja por um aparente "risco" à sua integridade, seja pela noção de que o que é  produzido fora dela não contribui para o cumprimento da "missão histórica da  universidade. Desta forma, vem à tona dois princípios que compõem fortemente a  existência universitária e que tornam-na essencialmente meritocrática. O  primeiro é o de que quem "ingressou de fato" na universidade por meio do  vestibular é quem tem a (única) legitimidade para usufruir de suas estruturas  físicas. Quem não "pertence" à instituição de alguma forma se apresenta como um  "risco" à sua existência, por mais que, em tese, a universidade tenha mantido o  seu discurso de servir à toda a sociedade. O segundo é o de que as relações  estabelecidas no seio do cotidiano da sociedade não têm qualquer relevância para  a maioria dos estudos exercidos dentro da universidade. Não só porque, como será  visto a seguir, não interessa aos interesses predominantes que regem os rumos da  universidade como, de fato, não são caracterizados como "ciência", como conteúdo  racionalizável e coerente com o caráter "rigoroso" daquela instituição. Nesse  entendimento, aprofunda-se a noção, inclusive, de que o que é produzido dentro  da universidade é "teoria", e os eventos externos, a "prática". Isso faz parte,  obviamente, da separação de funções existente na sociedade  (trabalho intelectual &lt;em&gt;versus &lt;/em&gt;trabalho material). Com essa divisão, aos  universitários faz-se crer que são os únicos capazes de aliar os dois conteúdos  - já que lidam com o único conhecimento teórico válido, a saber, o produzido  dentro da universidade e, ao saírem da mesma, enfrentarão mais preparados o  mercado de trabalho, tido como o mais próximo da "prática". Entretanto, mesmo  nesse caso ocorre uma insatisfação por boa parte do quadro discente: muitos  acham que a universidade deveria preparar melhor para o mercado de trabalho ao  invés de se preocupar tanto com o conhecimento não perfeitamente  instrumentalizável. Embora vagarosamente, a universidade tem se dirigido nessa  direção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;    &lt;/strong&gt;A  aparente contradição vista no parágrafo anterior (que opõe o dito sentido  público da universidade à sua privatização) é resolvida a partir do momento em  que se enxerga, mais uma vez, a simbiose entre setores da universidade e do  famigerado mercado. Nesse sentido, a universidade transparece como sendo não um  espaço acadêmico, mas sim uma empresa, um local que não atua mais sob a égide da  busca pelo desvendamento das questões sociais, mas sim pelo atendimento a uma  demanda exógena ao caractere humano, símbolo cada vez mais presente do sistema  capitalista em seu momento pós-moderno. Ou seja, a mais-valia. Essa alteração na  função do positivismo nos rumos da ciência desvirtua-a em seu discurso interno  (não se busca mais necessariamente a "verdade", mas aquilo que é mais "eficaz" -  há, portanto, uma instrumentalização da metodologia científica pelos interesses  mercadológicos), e leva a universidade a perder a sua função de agente  histórico, de vanguarda nas transformações sociais - agora, cada vez mais, ela é  simplesmente reativa aos interesses mencionados. Ainda assim, o nó meritocrático  não é desfeito: pelo contrário, ele é apertado, na medida em que se concebe que  essa instrumentalização da universidade por um interesse cada vez mais  parcializado permite àqueles que funcionam como elementos de sua efetivação  dentro da universidade como "especiais" nesse novo jogo - ao saírem desse  primeiro estágio, poderão, em tese, desfrutar de posição privilegiada no mercado  de trabalho; eventualmente poderão liderar esse processo numa geração futura.  Isso quer dizer que a disputa por uma vaga no ensino superior aumentou cada vez  ainda mais, e é esse o caractere subliminar que reforça a meritocracia  universitária. Essa dinâmica altamente competitiva também contribui para que a  universidade reforce seu caráter fabril - desta vez, de diplomas, que se  tornarão instrumento diferenciador no mercado de trabalho em geral e na própria  academia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Outro ponto de extrema relevância  no que toca à compartimentalização dos espaços dentro da universidade é a  evidente divisão física e teórica existente entre as faculdades dos campus,  fenômeno presente na maioria das universidades públicas. Este é mais um caso em  que se busca cada vez mais o aprofundamento de questões intra-disciplinares  (cada vez mais técnicas e, portanto, com linguagem exclusiva - o que exclui a  imensa maioria da sociedade de seu debate), em detrimento do afastamento do  entendimento transdisciplinar dos conteúdos ditos científicos. Gradativamente,  há um interesse em desvendar processos que, dada a sua especificidade, atendem a  nichos cada vez mais restritos da sociedade; observa-se aí, mais uma vez, uma  correspondência entre problemáticas pontuais, geralmente voltadas à resolução de  casos práticos, realizadas por setores do mercado de trabalho. A necessidade de  se aperfeiçoar os recursos despendidos e a busca de uma análise mais pura  (entendida, inclusive, como desideologizada), reflete no afastamento físico  entre os departamentos e faculdades. Isso, obviamente, torna a universidade sem  uma noção própria de todo, o que contribui para uma visualização cada vez mais  evidente desse espaço como de caráter "produtivo", &lt;em&gt;on demand&lt;/em&gt;, sem uma  preocupação reflexiva, que leva a uma mecanização da vida universitária (já que  se abstém do "pensar crítico"). Mais ainda, interfere dramaticamente nas  relações sociais e na formação individual de todos que vivem nessa  realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Diante do já descrito processo de  isolamento da universidade, em que cada vez mais se criam entraves para o  relacionamento desta com a sociedade, torna-se mais claro outro processo  existente dentro desse meio. Em conjunção com a contundente segmentação física  dos espaços, a fragmentação positivista dos estudos, um enorme senso pragmático  por parte dos alunos, e a origem mais ou menos homogênea entre estes, a  distinção do espaço universitário cria, inelutavelmente, uma cultura social e  política próprias, uma espécie de "bolha" universitária, em que podem ser  observados comportamentos e sensos comuns tácitos em comum entre os  frequentadores do campus que, por isso mesmo, são dificilmente apreensíveis  pelos mesmos. Por meio desse processo, a mecanização da vida universitária se  torna inquestionável. Ao contrário do que possa parecer, contudo, essa  antropologia própria não significa uma refração a modelos comportamentais  exógenos ao espaço universitário - o fato é que muitas dessas atitudes  peculiares são desenvolvidas inicialmente fora da universidade, por meio de  processos pedagógicos e relacionais que remetem ao cotidiano de cada indivíduo  durante a sua formação pré-universitária. A condição de classe é, certamente, um  dos fatores determinantes para essa homogeneidade, que se atesta no ingresso  meritocrático à universidade. O jovem de maiores posses, como todos os demais,  passa por um processo de rotinização de sua vivência, em que, por meio das  experiências vividas, consolida determinadas percepções de mundo. Ao não  conviver com pares de condição econômica radicalmente distinta, ele carece de um  entendimento de si mesmo e da realidade que lhe permita questionar enfaticamente  o mundo em que vive. Como caracteriza o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, os  &lt;em&gt;topos &lt;/em&gt;(lugares comuns), ao se agregarem criam um &lt;em&gt;topoi&lt;/em&gt;  (elemento máximo formador de uma cultura). Cada agrupamento social, por mais que  seja de tamanho ínfimo, desenvolve laços em comum após certa convivência. Numa  sociedade em que as similitudes econômicas acabam por moldar mais fortemente  comportamentos sociais análogos (e cujas grandes diferenciações econômicas  permitem a formação de grupos mais coesos internamente), torna-se possível à boa  parte dos jovens que ingressam na universidade pública terem essas concepções em  comum. Entretanto, ao contrário do que se imaginaria, essas convergências não se  dão num plano mais ou menos objetivo, como por exemplo a afinidade política, o  gosto musical, o estilo de vida ou mesmo o time de futebol. Na verdade, essa  convergência não se dá nesses fins, mas sim é procedimental, muito mais de  caráter relacional, por mais que hajam óbvias discrepâncias aparentes entre cada  indivíduo. Ainda assim, essas indiferenças mencionadas resultarão,  dialeticamente, num determinado tipo de interferência na sociedade e,  certamente, numa apreensão individual de tal circunstância. A sociedade  pós-moderna, um dos cenários em que parte desse processo pode ser observado, não  é um fenômeno que abarca a totalidade das sociedades e das classes. É muito mais  uma condição que se coaduna com o que se verifica na vida universitária, já que  esta não é só passiva desse movimento ideológico, ela naturalmente interfere-no  e, por circunstâncias ligadas ao sistema econômico vigente (que influi  fortemente nesse meio), torna-se um veículo expansionista de seus princípios,  que em última instância contribuem para a potencialização das relações  econômicas praticadas e para a alteração do tipo de relação social encontrado em  outros meios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;    Dessa forma, um ponto nevrálgico em  que essas relações peculiares se manifestam mais abertamente são as interações  sociais. Pode-se dizer, em geral, que cada individualidade possui, em volta de  si, uma espécie de &lt;strong&gt;espaço público&lt;/strong&gt;, região em que ela manifesta,  como o termo apresenta, publicamente determinados fatos, concepções e  experiências. Ao mesmo tempo, e concentricamente à esfera anterior, o indivíduo  ostenta um &lt;strong&gt;espaço privado&lt;/strong&gt;, região íntima, onde mantém  reservadas à pessoas extremamente próximas fatos, concepções e experiências que  julga desnecessário compartilhá-las publicamente. A  &lt;strong&gt;subjetividade&lt;/strong&gt;, elemento interiorizado em cada ser, contribui  para a seleção das informações mencionadas. De maneira bastante genérica, é  possível observar que em círculos sociais em que há homogeneidade de condições  sócio-econômicas inferiores, há, evidentemente, preocupações e concepções  radicalmente diferentes das existentes num meio onde o &lt;em&gt;status &lt;/em&gt;econômico  é mais elevado. Ao mesmo tempo (e, em parte, em razão disso), nota-se que o  espaço público individual se conforma numa espécie de esfera de grandes  proporções: ou seja, há um grande compartilhamento de informações e  experiências, o que leva a crer que a noção de coletividade e de uma  despreocupação com questões como o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; social perante outrem. O  espaço privado é bastante restrito, o que faz crer num forte senso de confiança  entre as individualidades. Nas classes mais abastadas e, por extensão, no meio  universitário, a divisão entre os processos se inverte: o espaço público é  restrito, e o espaço privado ocupa quase a totalidade das informações  compartilháveis por cada indivíduo. Pode-se depreender daí uma clara noção  individualista - e, por dedução, a falta de uma noção de coletividade - além,  indubitavelmente, de um senso competitivo e de uma falta de confiança entre as  partes. Como se pode ver, ao mesmo tempo em que produzem um determinado padrão  de vida, esses grupos sociais também expressam uma concepção diferenciada de  interação social. Conforme as subjetividades apreendem certas experiências  vividas nesse meio  (pela interseção e sobreposição da relação familiar, das  microrrealidades vividas nos círculos de amizades, dos processos pedagógicos,  das captação de um determinado cotidiano - especialmente imagens em comum), elas  reverberam em determinados comportamentos tácitos que, evidentemente, se  interrelacionam e permitem a contínua auto-transformação. No mundo universitário  descrito, embora haja cisões políticas, preferências musicais e estilos de vida  quase que diametralmente opostos, a maneira de exercê-los é razoavelmente a  mesma, assim como se dão os relacionamentos entre os indivíduos. Duas pessoas  que gostem de tipos musicais totalmente distintos apresentam, na realidade,  maneiras peculiarmente parecidas de apreciá-las. Dois indivíduos, mesmo  que opostos em termos de extroversão/introversão, terão um tratamento similar às  pessoas. No caso uspiano, é notória a superficialidade das relações humanas; a  constituição de laços mais profundos, de amizades, escasseia; mesmo quando  ocorre (em geral após anos - e não meses, como em outros meios), se dá por meio  de uma relação diferenciada, muito mais como consequência de uma afinidade de  escopo menor - afinidade política, por exemplo - do que em razão de  experiências de vida de grande escopo, ou mesmo sem razão aparente (simplesmente  se um indivíduo é simpático ou não, como também ocorre em outras realidades).  Embora essa homogeneidade comportamental possa ser observada em diversos outros  aspectos, o seu caractere primordial é, certamente, o tipo de relacionamento  humano, possivelmente tido como frio, pragmático e, se não  superficial, "politicamente correto". Aquela esfera influencia dramaticamente no  entendimento das demais, interferindo em suas concepções, já que,  necessariamente, estas (como a ação política) precisam do elemento humano para  ocorrerem. A meritocracia, nesses termos, tem papel essencial na definição dessa  realidade e, portanto, na existência da vida universitária como realidade  peculiar à vida societal. Todavia, como aquela não é perfeitamente eficaz na  seleção de indivíduos com a homogeneidade comportamental explicitada, ocorre  invariavelmente a entrada de indivíduos com concepções de vida radicalmente  distintas daquelas. O choque social, nesses casos, é de enormes proporções,  primordialmente para quem é "diferente". Sendo minoria, e por mais que possa  apresentar determinadas afeições pontuais com aspectos presentes na antropologia  social dominante, ele é, em geral, hostilizado, por mais que, no caso da  vivência praticada na cidade universitária exista, objetivamente, um culto ao já  mencionado "politicamente correto". Por ser um momento de elevada importância na  vida do jovem (já que, dentro desta sociedade, significa a oportunidade de  alcance do "sucesso profissional"), o ingresso na universidade apresenta  consequências que se estendem por todo o resto de sua vida. Resta a ele, em  razão desse conflituoso processo, poucas saídas: a alienação de sua  subjetividade, ou seja, a assimilação e sujeição aos padrões comportamentais  predominantes, em busca da aceitação do grupo e, assim, uma convivência, em  tese, menos conflituosa; a fuga completa dessa realidade em nome da crença e  manutenção de seus valores, que poderá resultar em total isolamento e, em geral,  numa passagem traumática pela vida universitária; a busca por indivíduos que  lidam com o mesmo problema, a fim de formar um grupo coeso que se una,  principalmente, pela negação a esses princípios majoritariamente presentes na  universidade - o que pode gerar afastamento, mas sem sensação de exclusão  social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;    E porque essa análise do  comportamento social dentro da universidade se torna tão relevante  ?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-550480550799890197?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/550480550799890197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=550480550799890197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/550480550799890197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/550480550799890197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/02/meritocracia-e-vivncia-universitria.html' title='A Meritocracia e a Vivência Universitária: críticas e concepções'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-7949255263519646563</id><published>2007-02-01T13:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T13:31:45.236-02:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>Eu realmente gostaria de entender o que é confiança. Para mim, confiança sempre foi algo vago, algo em que as pessoas se apoiassem para simplesmente terem certa segurança. A confiança flutua. Uma pessoa pode trair uma confiança por interesses próprios, pois isso é o que está acima de tudo para o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se ganha uma confiança perdida? Ou como se perde uma confiança conquistada? Parece que é muito fácil perder a confiança, e que difícil é reerguê-la. Eu acho isso tudo muito engraçado, pois se você traiu a confiança, quer dizer que você não é confiável. Se você não é confiável, como que um dia puderam confiar em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca confiei em ninguém, mas também nunca deixei de confiar. Na verdade, confiança não existe. Acho que você, leitor, me entende. Eu conto algo a você, pois você é meu melhor amigo. Você, que tem um outro melhor amigo, conta a ele, e isso vira uma bola de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando a um amigo, você está confiando nele, e traindo o outro que te contou. E assim, a cada ‘melhor amigo’ que essa história chega, uma confiança é obtida enquanto que uma outra é perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a confiança parece estar sujeita às condições ideais de temperatura e pressão da química, ou a alguma lei aplicável à sociologia. E as pessoas tratam da confiança como se estivessem tratando da virgindade de uma filha. Algo sublime, como um “Santo Graal” feito do mais fino ouro e com a fragilidade do mais fraco cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que as pessoas passam a vida construindo “Santos Graais” e jogando-os às mãos de outros, que têm a responsabilidade de nunca derrubar aquilo. Porque, se derrubar...&lt;br /&gt;Eu nunca pedi que ninguém confiasse em mim. Muito pelo contrário, eu sou extremamente bocudo. Não estou nem aí. Já perdi muitos amigos por isso, e mesmo assim continuo sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma história engraçada, muito mesmo, que me ocorreu esses dias. Alguém perdeu a confiança comigo. Não sei se esse alguém percebeu, mas na perda de confiança dela, ela me contou coisas que haviam sido confiadas a ela. Descobri eu que, no final das contas, todos haviam traído e sido traídos na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é óbvio que não houve sensatez, e o único que admitiu o erro fui eu, claro... só não fechei esse círculo de desavenças pois acho que certas pessoas não têm ainda a capacidade de enxergar as sutilezas presentes numa amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amizade não é compromisso, não é obrigação. A amizade simplesmente é. Não existe confiança, não existe falta de confiança. A amizade só dá certo quando ambas as partes são desapegadas dessas futilidades, pois quando se verem presas a elas, logo ocorre um escorregão e está tudo acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizade é isso? É se apegar a um escorregão? É esperar o momento de perder a confiança e assim acabar tudo? A confiança, então, seria algo bom? Ou seria apenas uma bomba relógio?&lt;br /&gt;Realmente, estou muito confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ter uma visão esclarecedora logo sobre isso, pois está me consumindo por demais, como fogo sobre a água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-7949255263519646563?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/7949255263519646563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=7949255263519646563' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7949255263519646563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/7949255263519646563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/02/confiana.html' title='Confiança'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116923762736247668</id><published>2007-01-19T17:56:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T18:13:47.376-02:00</updated><title type='text'>Crateras 'all around the world'</title><content type='html'>Ligo o canal e começo a &lt;em&gt;zapear. &lt;/em&gt;Ainda bem que tenho tv a cabo. E tenho dó de quem não tenha, pois a tv aberta cisma em mostrar, e mostrar, e mostrar a imensa cratera aberta na obra do metrô em SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragédia à parte, eu fico imaginando que essas coisas só ocorrem no Brasil. Esse país é o país da falha humana. Ou melhor, é o país da língua presa, logo é o país da falha divina, ou da divina falha. Sim, parece que o Todo Poderoso amaldiçoou esses país com os seres da pior espécie, e os fizeram divulgar que era um país abençoado. Talvez Ele fez isso com o intuito de ironizar mesmo, tirar uma com a nossa cara, como se diz por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi isso que eu vim falar aqui. Bom, estive pensando então o que poderia abrir uma cratera em outros países do mundo. O resultado é trágico? Divertido? Idiota? Preconceituoso? Não sei, não tenho tempo pra pensar em resultados aqui, somente em processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy it!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EUA: Ataque terrorista. Na verdade, o Pentágono abriu o buraco pra usar como desculpa para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel: Descobriram um esconderijo Palestino enterrado a 30 metro da superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etiópia: Descobriram uma torrada com manteiga enterrada a 30 metros da superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japão: Godzilla? Algum desses robôs desenvolveu inteligência artificial? Ou mais um daqueles jogos mortais que eles inventam (melhor morte por soterramento provocado por míssil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coréia do Sul: Bomba vinda da Coréia do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coréia do Norte: Bomba explodiu antes do lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba: Caderno novo enterrado a 30 metros da superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina: Um manual "como ser um europeu" enterrado a 30 metros da superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Russia: um arsenal novo (lê-se 'com menos de 30 anos') enterrado a 30 metros da superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, seria muito mais interessante uma dessas histórias... porém, infelizmente, temos que conviver com a velha e estúpida falha humana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116923762736247668?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116923762736247668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116923762736247668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116923762736247668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116923762736247668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/crateras-all-around-world.html' title='Crateras &apos;all around the world&apos;'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116891022632733578</id><published>2007-01-15T22:43:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T23:17:06.836-02:00</updated><title type='text'>O estado de espírito de 2007</title><content type='html'>Bom, já foi postado um tópico sobre resoluções. Agora, uma análise mais fria a respeito de alguns aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faculdade: continua na mesma. Alguns aqui começando, alguns no meio, alguns indo para os "finalmentes". Como sempre, os velhinhos gordos vão manter sua didática antiga e ultrapassada, e vamos aprender com aquela meia dúzia que se salva, os quais as salas são tão lotadas que mal se consegue respirar dentro delas. Muitos agitos de greve, manifestações a favor de minúsculas cidades mexicanas contra não-sei-lá-o-que, enfim... um ano normal, tirando o fato de que esse vai passar da metade do curso, finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprego: ótimo, não vou falar pra não me comprometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúde: péssima, não vou falar pra não me comprometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família: vão continuar pegando no meu pé, eu vou continuar prometendo mudar, eles vão continuar acreditando, e tudo vai ficar na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos: sem palavras pra esses. Só digo que se melhorar, piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mega Sena: Vou continuar jogando, e procurando algum político que queira me fazer de laranja pra qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bovespa: comecei o ano prometendo investir em ações. Agora, é só esperar eu fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corinthians: como sempre, torcedor fiel e esperançoso. Afinal das contas, o corinthiano expressa muito bem o sentimento de como é ser brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro: sempre falo que vou fazer um dia. Esse ano, com sorte, muita sorte, mas muita sorte mesmo, eu fico mais próximo de começar algo em 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor: sempre em busca de uma namorada. Esse ano, prometo que vou estudar mais, trabalhar mais e me relacionar melhor com meus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orkut: adorei essa brincadeira de fazer fake. Esse ano, vou infernizar muitas pessoas com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciação Científica: se o Leland quiserrrrr, eu poderrrr começarrrr logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academia: começo. Prometo. É só tomar vergonha na cara. Com sorte, antes do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros: já comecei mais de 5 livros. Vou tentar fazer a segunda página de pelo menos 1 quinto deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos: só vacilo muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árvore: vou plantar uma, aí só fica faltando mesmo um livro e um pentelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Waters: vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carro e Habilitação: ficaram, de novo, pro outro ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem pro exterior: está em mente, vamos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que é isso. Só pra que vocês saibam meu estado de espírito. Só pra saber! O primeiro filho da puta que vier cobrar algo leva uma!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116891022632733578?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116891022632733578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116891022632733578' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116891022632733578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116891022632733578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/o-estado-de-esprito-de-2007.html' title='O estado de espírito de 2007'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116889582041590316</id><published>2007-01-15T19:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T23:19:20.013-02:00</updated><title type='text'>Aventura Natalina de Jesus "ina mano brown style"</title><content type='html'>Era uma primavera na antiga Jerusalém. A paisagem poderia ser descrita com campos floridos, insetos copulando, e calor iminente. Às margens do rio Jordão, os mesmo brothers que durante todo o ano se aguentaram, brigaram e deslumbraram com as ações de um outro brother. Ali, todos os twelve brothers de Jay estavam together, alguns se banhando, outros pescando, alguns, até mesmo, somente fumando um banza, para descançar ao ver o orvalho caindo das folhas depois de um breve sereno noturno. Na viola, João cantando Redemption Song acompanhado por alguns colibris que estavam por ali também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompendo esse momento "wordless" inna "vibe-in" style. Pedro lança para João:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: É John John... mais uma ano se acabando, aniversário de Jay chegando... precisamos comprar algo pro cara né?&lt;br /&gt;João: Pode crer Pedro... mas é foda.. nesse calor não dá pra ir na feira comprar nada... moh muvuca colando junto. Te contei uma vez que tava na fila da feira pra pagar um suco de limão lá na barraca Barrabrás, aí tava mto sol, e muita, muita gente junta se aglomerando... aí véi, algum maluco ali da Jerusalém leste solta um peido no meio da fila. Mano... não tinha pra onde fugir, aí um cara do meu lado vira e fala: Ae mano.. peidar bele, mas jogar merda em pó no ar é sacanagem hein..&lt;br /&gt;Pedro: Foda, véio.&lt;br /&gt;João: Foda.&lt;br /&gt;Thiago, se intrometendo: Acho que a gente podia dar um banza pra ele.. mas tipo.. uma tora mesmo. Será que ele ia curtir?&lt;br /&gt;André: Ia véi... Jay pira nessas parada&lt;br /&gt;Felipe: Acho assim... se for comprar tem que comprar um pra marcar história. Tem que ser A tora.&lt;br /&gt;Pedro: É nois, a gente faz umas fita aí... e levanta a grana.&lt;br /&gt;João: Fecho.. cada um de nós levanta umas 3 moedas de ouro e já era... fazemo a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 24 de dezembro, todos os twelve brothers, mais umas mina, estilo Maria Madá, armaram uma festa na casa de Simão, onde estava o banza escondido. Lá pras 23:50, chega Jay, meio que já esperando uma festa surpresa.&lt;br /&gt;Jay se depara com um retrato fiel da Babilonia e de tudo que combatia com suas palavras.&lt;br /&gt;Jay vê, todos bêbados, fumando nicotina, copulando como coelhos e fica estático. Meio wordless, fica parado na porta quando alguém percebe a presença do aniversariante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João: Aí véi... é o Jay na porta ou eu que to brisando?&lt;br /&gt;Bartolomeu: Nossa Billy Joe, se pá meu olho tá fechado e eu não to vendo nada...&lt;br /&gt;Tiago: É ele véi... ou é ele ou é uma alucinação coletiva..&lt;br /&gt;Felipe: Nossa Jue... é ele ou não é?&lt;br /&gt;Judas: Caralho véi.. foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai a galera vai a Jay, gritando parabens e alguns já pegando o banza para entregar de presente...&lt;br /&gt;Quando Jay vê o banza e a embriaguês que está a galera, levanta a mão, meio que pedindo a palavra, e começa o discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pessoal, eu agradeço muito pelo sacrifício que vocês fizeram para compra isso pra mim. Mas não era necessário. Agradeço por todo esforço que fizeram para chamar as minas, montar a festa, organizar a parada. Mas gente... não é isso que meu pai quer com essa data. Essa não é uma data para todos comerem, satisfazer seus prazeres carnais, beber e se drogar. Essa é a hora de pararmos, e fazer um balanço sobre o quanto a gente tem dado de amor pra vida, e se esse amor não pode aumentar. E eu já asseguro a vocês, ele sempre pode. Essa, é a hora de marcarmos confraternizações com nossos amigos, familiares, e estar junto e comemorando a união entre as pessoas. É nessa hora, que todos os laços de afetividade devem se estreitar, e os laços com as pessoas que não são tão queridas por nós, devem ser feitas. Daqui a 5 dias, um novo ano começa, e temos a oportunidade de virar uma página, e iniciar um novo capítulo na nossa vida. E sempre lembrando que temos que amar nossos semelhantes da mesma maneira que os nossos inimigos. Inclusive, amar mais os inimigos do que os semelhantes, porque essa é a verdadeira provação de amor que o meu pai quer ver de nós. O que eu quero com o dia 25 é que daqui a 2000 anos, as pessoas estejam se confraternizando, bebendo, comendo, e fazendo uma sinergia de afevidade para esquecer as tretas que rolaram no ano que passou e começar a cultivar a verdadeira amizade que deve sempre ser cultivada. Bem-aventurados os que gostam de um banza, pois é deles o reino dos céus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas, inna espirito de porco style: Véi... se vai fumar o banza ou não?&lt;br /&gt;Jay: Vou veí...&lt;br /&gt;Judas: Bele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116889582041590316?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116889582041590316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116889582041590316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116889582041590316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116889582041590316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/aventura-natalina-de-jesus-ina-mano.html' title='Aventura Natalina de Jesus &quot;ina mano brown style&quot;'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116835551209896112</id><published>2007-01-09T13:08:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T13:11:52.110-02:00</updated><title type='text'>Grato</title><content type='html'>Por conhecer essa tal de Gigi. Quando você acha que não pode ser surpreendido, é quando você leva o tombo mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me derrubou, jogou no chão, deu tapas na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu enxergo algumas coisas de uma forma diferente. E tudo ocorreu pela simples falta de um "porque" antes da surra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato por ser seu amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116835551209896112?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116835551209896112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116835551209896112' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116835551209896112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116835551209896112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/grato.html' title='Grato'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116832114559674999</id><published>2007-01-09T03:37:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T03:43:49.120-02:00</updated><title type='text'>Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes 3</title><content type='html'>A carninha que fica no dente e que sai com a ajuda do fio dental, vale a pena comer? E se não for carninha, for frango?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116832114559674999?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116832114559674999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116832114559674999' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116832114559674999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116832114559674999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/coisas-que-passam-pela-nossa-cabea_09.html' title='Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes 3'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116818886023858205</id><published>2007-01-07T14:53:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T14:54:20.240-02:00</updated><title type='text'>De Machado de Assis, James Joyce e o modernismo no Brasil - consideração final</title><content type='html'>Tirei nove no trabalho. E o "Pastinha" é um esquerdista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116818886023858205?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116818886023858205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116818886023858205' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116818886023858205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116818886023858205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/de-machado-de-assis-james-joyce-e-o.html' title='De Machado de Assis, James Joyce e o modernismo no Brasil - consideração final'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116812795993791963</id><published>2007-01-06T21:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-06T21:59:19.936-02:00</updated><title type='text'>Hora do café...</title><content type='html'>É, começo de ano, fazemos para nós aquelas mesmas promessas de sempre: vou emagrecer, estudar mais, procurar um emprego melhor, tratar melhor as pessoas à minha volta... eu nunca faço essas promessas. Alguém já assistiu "Dodgeball"? Pois bem, há uma frase nesse filme que diz: quando você se propõe a não fazer nada de bom, você terá zero chances de se decepcionar com você mesmo. Eu sigo essa linha quase que por completo, exceto por...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...todo ano eu prometer a mim mesmo que vou arrumar alguém decente, que eu vou me apaixonar, que eu vou ser feliz com alguém... enfim, esse ano eu prometo a mim mesmo que vou trabalhar mais, estudar mais, emagrecer e tratar melhor as pessoas à minha volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que isso não tem nada de filosófico, e esse texto está medíocre em relação aos outros daqui, mas "ctrl+f", esse blog também é meu e eu escrevo o que eu quiser aqui! Muahahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira. Bom, pra descontrair agora, o último lampejo de um poeta sonhador, romântico e amoroso que morreu no dia 1º de janeiro de 2007:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na floresta vi uma flor&lt;br /&gt;Que tão bela me encantou&lt;br /&gt;É linda, mas é teimosa&lt;br /&gt;Assim mesmo é meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe que&lt;br /&gt;Morro de amores&lt;br /&gt;Faria de tudo por ela&lt;br /&gt;Mas tenho temores&lt;br /&gt;Não seria o suficiente para a bela&lt;br /&gt;Tentarei flores&lt;br /&gt;Por que sei que gosto dela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é muito pouco,&lt;br /&gt;Coitado de meu coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa flor desabrochou&lt;br /&gt;E seu cheiro lembra cores&lt;br /&gt;Dias canta e eu sinto&lt;br /&gt;“Nossa vida mais amores”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é pouco?&lt;br /&gt;Coitado de meu coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vermelho é o que esquenta&lt;br /&gt;O azul é a segurança&lt;br /&gt;Meu carinho vai pra ti&lt;br /&gt;Minha força é a esperança&lt;br /&gt;De lhe ter bem perto aqui&lt;br /&gt;De não ser uma lembrança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande&lt;br /&gt;Olhe o caminho&lt;br /&gt;Ele tem espinhos&lt;br /&gt;você sabe&lt;br /&gt;Mas veja que ao fundo&lt;br /&gt;uma porta se abre&lt;br /&gt;“Olhe para a luz”&lt;br /&gt;“Não tenha medo das sombras que ela cria”&lt;br /&gt;Estou aqui para isso.&lt;br /&gt;Tomo-te a mão guria&lt;br /&gt;Quero aquecer-lhe o peito com meu amor&lt;br /&gt;Quero mostrar-lhe todo o meu valor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou pouco!&lt;br /&gt;Sofrido e feliz,&lt;br /&gt;Esse é o meu coração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116812795993791963?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116812795993791963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116812795993791963' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116812795993791963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116812795993791963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/hora-do-caf.html' title='Hora do café...'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116812740858239761</id><published>2007-01-06T21:44:00.000-02:00</published><updated>2007-01-06T21:50:08.583-02:00</updated><title type='text'>Considerações a respeito do paradoxo do queijo suiço</title><content type='html'>Quanto mais dinheiro, menos dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116812740858239761?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116812740858239761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116812740858239761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116812740858239761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116812740858239761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/consideraes-respeito-do-paradoxo-do.html' title='Considerações a respeito do paradoxo do queijo suiço'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116799781560167391</id><published>2007-01-05T09:49:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T09:50:15.600-02:00</updated><title type='text'>Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes 2</title><content type='html'>Uma pessoa presa num espelho conseguiria ver o próprio reflexo? Qual a metáfora para uma pessoa presa num espelho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116799781560167391?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116799781560167391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116799781560167391' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116799781560167391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116799781560167391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/coisas-que-passam-pela-nossa-cabea_05.html' title='Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes 2'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116799766650905486</id><published>2007-01-05T09:44:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T09:47:46.520-02:00</updated><title type='text'>Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes</title><content type='html'>É triste pensar que nosso futuro depende muito mais das ações das outras 6 bilhões de pessoas deste planeta do que das nossas mesmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116799766650905486?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116799766650905486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116799766650905486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116799766650905486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116799766650905486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2007/01/coisas-que-passam-pela-nossa-cabea.html' title='Coisas que passam pela nossa cabeça enquanto escovamos os dentes'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116656110400591346</id><published>2006-12-19T18:39:00.000-02:00</published><updated>2007-01-06T21:44:24.006-02:00</updated><title type='text'>Notícias que nunca veremos 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Falsificador preso em flagrante. Maria diz que o filho é inocente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta feira, ano 32 dc. Um falsário é preso em flagrante após adcionar groselha em talhas com água e dizer que era vinho, se aproveitando da embriaguês da família. Os vinicultores entraram com um pedido de busca e apreensão, alegando que o meliante, conhecido como Jesus "o Messias" Cristo, já andou falsificando outras coisas, como curas de doenças à base de placebos e uma forjada multiplicação de peixes, resultado de um assalto pirata a um barco pesqueiro promovido pelo temido grupo aliado "Os discípulos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revoltados, os parentes das vítimas pedem a crucificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus aguardará o julgamento em liberdade. Pôncio Pilatos afirma que não haverá escapatória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116656110400591346?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116656110400591346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116656110400591346' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116656110400591346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116656110400591346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/12/notcias-que-nunca-veremos-1.html' title='Notícias que nunca veremos 1'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116559964174391529</id><published>2006-12-08T15:35:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T15:40:41.760-02:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais</title><content type='html'>Certa vez, na Inglaterra medieval, um camponês recebe um homem do clero que foi fazer o recolhimento de certos tributos. O camponês, no entanto, tentou questionar algumas coisas ao homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não entendo. Porque levas minha comida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caro camponês, a gula é pecado. Estou tomando conta de que entres no reino de Deus. Além do que, essa comida não é sua. Você foi um simples instrumento de Deus para que isso pudesse ser partilhado entre seus filhos. Essa soberba pode te enviar a uma visita ao Anjo Caído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humilde camponês agradeceu e concordou. Afinal, não queria passar a eternidade em chamas. Porém, continuou seu interrogatório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então, para poupar o trabalho de acumular e o senhor vir até aqui e se preocupar comigo, eu vou trabalhar menos e juntar somente o que preciso.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não faças isso! – retrucou o homem. Deus te condenaria pela preguiça. E não é nosso dever questioná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que minha mulher também reclamou, pois estou muito cansado e, sabe, não sou mais o mesmo homem dentro das quatro paredes e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, irmão, você deve escolher entre o trabalho dignificante e o céu ou os desejos carnais e o inferno, mais conhecido como luxúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem um ponto... Mas eu fico imaginando aqui, homem de Deus. Eu gostaria de poder comer e me vestir bem, como vocês lá na corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ficou horrorizado com o camponês e de sopetão disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é um absurdo! Cuidado com o que diz! Isso é a inveja, que pode ainda levar à avareza e a atos impensados. São dois pecados, praticamente, em um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humilde camponês baixou a cabeça em penitência e rezou alguns padres nossos antes de prosseguir com suas questões. Após refletir um pouco, tentou uma última forma de reaver seus bens sem deixar Deus “bravo”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, eu não concordo com isso tudo. Vocês levam todas as nossas coisas. Entendo que é para o meu bem, mas passamos fome, frio e temos doenças enquanto vocês da nobreza e do clero vivem bem às nossas custas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobrador ouviu isso enquanto se retirava da casa, deixando por fim suas últimas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não atente contra as ordens divinas, às quais eu só as cumpro em sinal de obediência ao Pai. A ira é um pecado gravíssimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=========================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso devemos acreditar na igreja e entender que ela só quer o nosso bem, e que Jesus nos ama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116559964174391529?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116559964174391529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116559964174391529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116559964174391529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116559964174391529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/12/os-sete-pecados-capitais.html' title='Os Sete Pecados Capitais'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116531768377701679</id><published>2006-12-05T04:44:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T09:21:23.820-02:00</updated><title type='text'>Bons tempos...</title><content type='html'>Primeiro vem um tal de Moisés e diz que o Próprio escreveu em sua tábua, ha-ham. Depois vem um tal de Gabriel e anuncia no ouvido de um tal de Noé que vai chover quarenta dias e quarenta noites, e que o mano teria que construir uma arca para abrigar um casal de cada espécie para que as variedades não se perdessem, claro! E depois da Rave de 40 dias e 40 noites teve ainda a balada do JC, trintão pra entra, daí neguinho pergunta: "Os trinta consome?" Jay C. responde, pira na voz dele:  "Caaaallllma meu filho!" Então ele pega água, pão, transforma a água em vinho, multiplica o pão, que a essa altura já eram pães e cai todo mundo na farra. Tinha até nome essa baladinha: A última ceia.&lt;br /&gt;Acabou? Acabou nada. Tem a fita do Maomé ainda. De novo, ele, Gabriel vem e diz pra Maomé assim como quem num quer nada, que ele, Maomé, teria que começar uma peregrinação, a Hégira. E foi nessa 'trip' que dizem ter sido a mais insana de toda Arabia que surgiu o ditado: "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé". Pra quem num sabe o Himalaia ficava na América do Norte antes de Maomé. Bem que ela tentou chegar até Maomé. Se contentou com a calma budista e ficou lá pela Ásia mesmo.&lt;br /&gt;Bons tempos em que tudo virava balada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116531768377701679?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116531768377701679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116531768377701679' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116531768377701679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116531768377701679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/12/bons-tempos.html' title='Bons tempos...'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116459982323580104</id><published>2006-11-27T01:55:00.000-02:00</published><updated>2006-11-27T01:57:03.236-02:00</updated><title type='text'>Sonhar</title><content type='html'>O que é pior, viver de um sonho ou dormir e sonhar? Mas não dá na mesma?&lt;br /&gt;Como fazer então para diferenciá-los; o mundo desperto do dos Sonhos? Aliás, porque eu não posso ser o sonho de alguém? Curioso isso.&lt;br /&gt;Ambos sonhar e viver de um sonho, nos prendem a uma vida morta e vazia. Viver à espera de algo que não se busca, que não se luta para atingir, é caminhar para a própria morte. Uma morte vã e indigna.&lt;br /&gt;Planejamento através de metas e objetivos e uma elevação mental é o que é necessário para o desprendimento do sonho. Transformar sua realidade por você mesmo. Deixar de sonhar acordado e fazer acontecer.&lt;br /&gt;Esperar um sonho virar realidade é viver na morte. Fazê-lo acontecer é o viver intenso, completo.&lt;br /&gt;Escapar da realidade através de subterfúgios é buscar um retorno ao sonho que te consome e que te destrói. Medo é não encarar os fatos da vida e isso te leva à escuridão, à vontade de sonhar ou de não existir. Esse é sempre o caminho mais fácil. E é sempre pior. Planejar, fazer, acontecer, ser, estar. Tudo é possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116459982323580104?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116459982323580104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116459982323580104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459982323580104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459982323580104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/sonhar.html' title='Sonhar'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116459949295661441</id><published>2006-11-27T01:47:00.000-02:00</published><updated>2006-11-27T01:51:32.956-02:00</updated><title type='text'>O Politizado</title><content type='html'>O Politizado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fala demais, ouve todo mundo, gesticula e usa de todas as artimanhas para convencer os demais. Ele sabe de todos acontecimentos políticos, sabe o custo de tudo, e sabe como ninguém manipular o preço das coisas. E não contente em manipular o preço das coisas, manipula as coisas e as pessoas. O politizado é tão imbecil que acha que poltica é o fim e não o meio. Não sabe que é da sua imbecilidade que nascem os favorecimentos, o tráfico de influência e a corrupção.  Porém, o pior dos politizados, não é aquele vigarista e lacaio do capital, é aquele politizado pequeno e sem nenhuma importância, que acredita conhecer tudo e saber o caminho da verdade. Que acredita saber o que é bom para todos, sem nem mesmo praticar o que prega.&lt;br /&gt;Para finalizar uma citação, ou melhor, A citação:&lt;br /&gt;"Conhece-te a ti mesmo" (Sócrates)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116459949295661441?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116459949295661441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116459949295661441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459949295661441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459949295661441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/o-politizado.html' title='O Politizado'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116459917991528760</id><published>2006-11-27T01:45:00.000-02:00</published><updated>2006-11-27T01:46:19.933-02:00</updated><title type='text'>O Analfabeto político</title><content type='html'>O Analfabeto Político&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.&lt;br /&gt;O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." (Bertold Brecht)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116459917991528760?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116459917991528760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116459917991528760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459917991528760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116459917991528760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/o-analfabeto-poltico.html' title='O Analfabeto político'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116412853872050493</id><published>2006-11-21T14:56:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T15:02:18.730-02:00</updated><title type='text'>De Machado de Assis, James Joyce e o modernismo no Brasil.</title><content type='html'>Acabei de terminar um trabalho sobre o conto “A Causa Secreta”, de Machado de Assis. Acho que vou tirar oito, um sete talvez. Não porque meu trabalho esteja ruim, mas porque as frentes de ensino de literatura brasileira nos dias de hoje têm enxergado a literatura por dois lados. Meu provável sete e meio vem da minha tese de que esse professor é um charlatão que não pende a lado algum. Se fosse um radical, minha nota variaria de dois a dez. Logo, fazendo um trabalho decente, analisa-se a faceta de quem o corrige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me considerei de direita. Meu pai malufista. No entanto, minhas melhores notas foram atribuídas por esquerdistas. Não sei se eles sentem raiva de mim e querem me passar logo duma vez, ou se realmente simpatizam com minhas idéias. Se a segunda for de acordo, creio que sou um direitista que sabe falar muito bem como um esquerdista. Ou talvez eu seja mesmo um Lulista enrustido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais seriam então essas frentes críticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita satisfeita, que enxerga a arte como bela e sublime, e que isto basta. Amantes do modernismo, em geral, são assim. Mesmo porque, os grandes modernistas eram nada mais que burgueses que criticavam a burguesia, mas que não deixavam de ser como tais. Estudavam na França, não trabalhavam. Isso faz parte da teoria da bolha, que um amigo meu desenvolveu e que diz algo sobre as pessoas viverem em estado de reclusão, se rotulando e se isolando de coisas que as possam atingir ou afetar seus bem-estares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro James Joyce. É um brilhante escritor da língua inglesa, talvez o maior do modernismo. Era irlandês e criticava todo o povo de Dublin, que preferia conhecer a Inglaterra e a França a conhecer seu próprio país. Comunicava-se com seus parentes de diversos lugares da Europa em busca de descrições da capital irlandesa para que fossem inclusas em “Dublinenses”. Logo, não morava lá. Suas críticas eram excelentes, mas seus atos comprometedores. Comprava presentes caríssimos a Nora, seu amor e fruto de suas maiores decepções. E eu tirei nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda questionadora também tem lá seu lado hipócrita, mas ao menos vejo seus críticos um pouco mais empenhados em sufocar seus leitores com a verdade devastadora que serve de esqueleto às novelas e contos do realismo/naturalismo, aonde entra Machado. O olhar transcende a obra de arte e se aprofunda no tema social e psicológico. Fazer isso é como levar um tapa na cara. Admitir que existe algo errado, é como tentar sair da bolha. Fazer algo em favor de mudanças é arrebentar essas paredes de hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado, claro, foi um dos maiores gênios da literatura mundial. Porém escrevia para as elites, e por elas era adorado. Talvez as elites não entendessem o que era escrito, ou simplesmente liam Brás Cubas da mesma forma com que vemos Casseta &amp; Planeta: rindo das nossas próprias bobagens. Semestre passado, minhas aulas foram com um machadiano de carteirinha, talvez o maior crítico de Machado no mundo. Fiz o curso que precedia o realismo, o romantismo, com esse sujeitinho. Tirei oito e meio. Duas páginas, sujas, espaçamento duplo. Um grande esquerdista da USP esse sujeitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu professor desse semestre, como disse, é um charlatão. Descobri tarde demais. Deve ter votado branco. Ano que vem, vou perguntar aos meus possíveis professores em quem eles votaram para presidente, e assim tentar garantir uma nota melhor, e quem sabe até uma filosofia de país um pouco mais firmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Popotic&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116412853872050493?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116412853872050493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116412853872050493' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116412853872050493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116412853872050493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/de-machado-de-assis-james-joyce-e-o.html' title='De Machado de Assis, James Joyce e o modernismo no Brasil.'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116387524659944002</id><published>2006-11-18T16:38:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T16:40:46.606-02:00</updated><title type='text'>Estréia!</title><content type='html'>Não poderia ter sido melhor a estréia do nosso blog. Texto do papai, muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo logo tem mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116387524659944002?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116387524659944002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116387524659944002' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116387524659944002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116387524659944002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/estria.html' title='Estréia!'/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37676573.post-116387411306419723</id><published>2006-11-18T16:20:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T17:13:01.306-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No orkut, todo mundo é perfeito. Todos bebem socialmente. Todos são modelo de beleza e boa conduta. Ninguém trai ninguém. Todos são bonzinhos e, no fim, sempre se fodem. Suzane Von Richtofen tinha um orkut exemplar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, todos querem um amor pra vida inteira, mas ninguém abre mão da vida "putanhada". Todas as mulheres querem um homem com pegada, mas quando o encontram, esse "jeito" é "pegado" demais. Os homens querem mulheres de atitude, mas não querem aceitar o fato delas trabalharem, serem independetes e sairem com as amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, todos são amigos! Inclusive aquela pessoa chata, do sexo oposto, em quem você batia quando estava na quarta série (afinal, hoje ela pode ser uma pessoa bonita, bem sucedida e com um ótimo futuro pela frente!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, todos são bons. Ninguém tem malícia. Todas as mensagens são inocentes e sem nenhuma intenção maldosa. É você que está sendo psicótico(a) demais quando no orkut do seu(sua) namorado(a) tem uma mensagem com os dizeres: "E ai fulano(a), tudo bom?? Adorei nossa noite de ontem, espero que aconteça mais vezes!! Te adoro!! Beijos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, todo mundo tem muitos amigos e eles lembram do seu aniversário. Todos são famosos, mas ninguém gosta disso. É muito comprometedor!! Alguma revista de fofoca pode revelar, ao país inteiro, os recados que alguém anda te deixando, afinal, todos são famosos demais e muita gente tem interesse na sua vida, mas é um problema que devemos enfrentar, deletando as mensagens comprometedoras!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orkut, todo mundo é perfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... é, acho q o orkut trouxe a honestidade e a alegria, novamente, para as nossas pacatas e sem-graças vidas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renan Campi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37676573-116387411306419723?l=aerobicacerebelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/feeds/116387411306419723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37676573&amp;postID=116387411306419723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116387411306419723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37676573/posts/default/116387411306419723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aerobicacerebelo.blogspot.com/2006/11/no-orkut-todo-mundo-perfeito.html' title=''/><author><name>Aeróbica com o Cerebelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11632494165172061927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
